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The Cursed Mysterious Island

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1 The Cursed Mysterious Island em Dom Maio 06, 2012 5:40 pm

Game Master

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Prólogo


O jogo passa numa ilha perdida em algum lugar dos 7 oceanos terrenos, em que até mesmo a sua localização é um mistério, não tendo seus reais dados em qualquer mapa ou sistema de GPS. A ilha sofre de um misticismo de alto grau, recebendo influências estranhas, onde passado, presente e futuro se misturam. Sua existência confunde-se muito com o mito do Triângulo das Bermudas, onde por uma força mística desconhecida, aviões, navios, coisas, seres... Desaparecem e nem sequer vestígios são encontrados.

Não se sabe como se chega ali, já que, há um pequeno cemitério de naus espanholas e portuguesas, navios cargueiros, simples barcos de pescadores, barcos egípcios, barcos vikings e outras embarcações, em um recife ao sul. Além de resquícios de monomotores, aviões da segunda guerra, boings... Raramente vê-se um exemplar inteiriço na ilha, pois muitos deles estão em pedaços ou tem algumas partes "simbólicas" de seus conteúdos.

A ilha, de uma mata nativa e totalmente intocada, é composta por uma enorme montanha que pode-se ver que seu cume há um vulcão, que às vezes desperta, apenas sacolejando um pouco mais o pequeno pedaço de terra. Apenas dois rios de água doce existem em todo o território! Um é o mais visível e comum, uma pequena fonte mineral, que brota de algum canto da montanha vulcânica. Suas águas eram para ser quentes, porém ela se espalha por um pequeno bolsão de água, que segue uma cachoeira que dá para um pequeno lago límpido e assim, corre para o mar, através de um pequeno rio. O outro rio fica em outra extremidade da ilha, mas parece que esse rio sai de uma caverna, mas não se sabe o que há dentro desta, parece ser mais um dos mistérios da ilha. Bem próximo ao meio da ilha há um lago de tamanho mediano. Pode-se achar no meio da montanha vulcânica algumas fontes termais, o único problema seria escalar a montanha que é, além de alta, tem muitas falhas, podendo ser bastante perigoso.

Seu clima é bastante variado, não se tem uma certeza de épocas e durações, pode-se fazer um clima ameno por dias, assim como um clima quente e seco por duros meses! Há temporadas de chuvas claramente torrenciais que deixam o solo totalmente encharcado, deixando alguns lugares com difíceis acessos. Muitas vezes, em algumas luas, a maré enche, deixando a ilha praticamente sem praia, podendo o mar chegar à mata e invadi-la.

A flora é totalmente diversificada, variando de ervas medicinais, ervas culinárias e além de plantas venenosas! Tendo árvores de todas as espécies, ervas daninhas e apenas singelas trepadeiras. Estranhamente, existem plantas de diversas regiões e climas ou até mesmo espécies jamais vistas, muitas aparecem em seu clima típico ou regiões típicas. Podendo haver escassez de tais "plantas”, seu sumiço ou até mesmo surgimento repentinos, deixando o local ainda mais místico e estranho.

A fauna é tão diversificada quanto a flora. Há, nas partes mais próximas dos rochedos, alguns escorpiões, calangos e outros tipos de animais típicos de tal habitat; já na mata, pode se encontrar alguns quatis, morcegos e animais de pequeno porte como pacas, tatus e gambás... Como também de médio, como panteras ou onças e raramente os de grande porte como dragões de komodô! Não será impossível testemunhar a aparição de um animal extinto, seja ele mamífero, ave, peixe, réptil ou anfíbio, pré-histórico, ou não.

A fauna marítima, fluvial e pluvial é de acordo com a época, local e horário, tendo em abundância ou não. Insetos são praticamente a população local! Sua diversidade é gigantesca, variando dos comestíveis aos venenosos. Há alguns lugares que servem como "berçário" para aves migratórias e nesses ninhos, deixando-os em uma determinada hora, não se sabe ao certo se é do dia ou da noite.

Para sobreviver na ilha, além de ter pequenos conhecimentos de sobrevivência, os personagens terão que contar com a sorte e com algumas regalias dos "transportes" encalhados, torcendo para que produtos estocados ainda estejam consumíveis.


Antes de alguma postagem inicial, LEIA AS REGRAS
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Que os jogos comecem!!  

2 Re: The Cursed Mysterious Island em Ter Jul 24, 2012 4:46 pm

Minos de Griffon

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*Ando por entre as árvores do que parece ser uma espécie de floresta temperada... Talvez um bosque, quem sabe... Caminho moribundo por sobre as folhas secas enquanto forço minha mente para preencher a lacuna que falta em minha memória*

*Há horas estou caminhando, talvez uma noite inteira. Cheguei a pensar que estava na extensa floresta das Harpias, porém não senti a presença de nenhuma, o que deixou-me cada vez mais convencido de que não estou no inferno, pois nunca vi em nenhum círculo infernal, em esfera alguma, uma floresta relativamente tão calma quanto esta, onde durante toda minha andança apenas escutei o ruído das aves noturnas, insetos e animais terrestres que se esgueiravam em meio aos arbustos.*

*Lembro-me de cair e bater com a cabeça, com isso, minhas feridas e dor insuportável, fizeram-me ficar ali mesmo no local da queda. Onde Morpheus ganhou-me pelo cansaço.*

*Faz algum tempo que recobrei a consciência e agora, enquanto ando, refaço os passos que me guiaram até aqui regredindo minha mente até minha ultima lembrança antes de acordar neste lugar estranho.*

escreveu:
*Transportei-me ao momento em que encontrei aquele ganso inútil no túnel aberto no muro das lamentações pela explosão que destruiu o palácio de Giudecca e alcancei o tal de Hyoga de Cisne. Mais à frente, pude ver outros dois daqueles bronzeados inúteis flutuando em algum tipo de dimensão.*

*Não soube distinguir o que era aquele local caótico, pois Hades-sama nunca nos passou o conhecimento do que exatamente havia por trás daquele muro, apenas nos foi passado que era o caminho para se chegar ao Elísios e apenas os Deuses podiam enveredar-se por ele.*

*Eu estava irritado, muito irritado! Aquele pato rouco erguera um tipo de parede de gelo entre nós e dissertava calmamente sobre sua “preciosa” técnica herdada do cavaleiro de ouro aquariano enquanto tentava ganhar tempo e dar fuga a seus consortes. Porém, aquilo para mim não nada representava!*

*Logo, mostrei-lhe a diferença entre nós colocando abaixo, com um mero soco, aquela “nata” gelada que, segundo ele mesmo, era a “técnica infalível” de seu “amado” mestre. Que piada! Se eu não estivesse tão irado por ter perdido a chance de matar os vermes de Atena quando aquela explosão interrompeu-me, nocauteando-me, certamente daria boas gargalhadas com cena patética protagonizada pelo pato caolho, principalmente com sua expressão ao ver sua “bela” e “poderosa” “película” de gelo tornar-se caquinhos congelados; Impagável! Principalmente quando o vi rastejando-se no solo, como o verme que é, lamentando-se por sua fraqueza e incompetência. Ridículo!*

*Não demorei muito em tomar o controle de seu corpo e brincar com ele, fazendo-o movimentar-se ao meu bel prazer, através de minhas linhas cósmicas. Brincaria um pouco com o marreco loiro e depois iria atrás dos outros dois, pois como vi, quando Pegaso estabilizou-se ao surgirem asas de sua armadura, bastaria ter asas, algo natural de minha surplice, para alcançá-los sem ser tragado por aquela espécie de hiper-dimensão.*

*Porém, o cisne metido a bailarino de Bolshoi, era arisco e mostrou suas “garras” ao congelar minhas linhas cósmicas com sua “brisa” congelada e dar-me um golpe que, segundo ele, seria o golpe supremo de Aquário; um tal de execução aurora. Perda de tempo! Sequer conseguiu arranhar minha surplice e deixou-me ainda mais enfurecido por arrancar-me o elmo e tentar fugir como o patinho medroso e indefeso que era.*

*Mal sabia ele com quem estava lidando e que suas técnicas ultrapassadas e ineficazes não serviriam de nada, nem mesmo para poupar-lhe a vida, pois um de meus fios prevalecera e ele ainda estava a minha mercê. Um fio! Tudo de que eu precisava para expurgar completamente sua existência. Apenas um único fio!*

*Estava pronto para dar-lhe o golpe final! Não perderia mais tempo brincando com um ser tão inútil e insignificante quando há alguns minutos aqueles dois outros partiram em direção ao Elísios. Hades-sama de certo ficaria furioso ao ter sua terra sagrada aviltada por aquela corja e eu precisava impedi-los antes que o fizessem.*

*Porém, algo inesperado aconteceu:*

*Após dar alguns passos e adentrar aquela estranha dimensão, quando estava prestes a encerrar de uma vez por todas a vida daquele urubu albino, senti uma pressão extraordinária sobre mim e vi minha surplice despedaçar-se, transformando-se em pó. Senti uma dor lancinante quando meu corpo ficou completamente exposto e a pressão exercida sobre ele passou a rasgá-lo de dentro para fora até que o despedaçou por completo e pulverizando-me.*

*Ofegante, recosto em uma árvore e fecho levemente meus olhos ao voltar de meus devaneios percebendo que algo há pouco tão importante para mim, agora já não me é de nenhuma valia. Deixo um suspiro carregado sair pelas narinas e torno a me concentrar em minha situação atual.*

– Patetisk, minos! (Patético, minos!) *Exclamo baixo e irritadiço com meu rompante de humildade. Como eu posso pensar de maneira tão vil?! Realmente o que quer que tenha me acontecido, de certo, mexeu com meus neurônios! Deve ser pela forte pancada que tomei na cabeça ou por estar caminhando horas a fio em meio a esta mata, sem comida, água e o devido descanso. Descanso?! Desde quando um espectro precisa de descanso?! Aliás... Desde quando um espectro sente-se cansado? Como me sinto agora, por exemplo... Estou exausto! Ou melhor... como posso estar vivo e intacto depois de ser reduzido a poeira cósmica? Ou tudo não passa de alguma alucinação, fruto de minha mente confusa e ensandecida? Talvez o ferimento em minha cabeça seja mais grave do que pensei e eu tenha realmente enlouquecido de vez.*

*Caminhei a noite inteira, já amanheceu. É... Amanheceu! Foi quando, mesmo impedido de ver claramente o sol por estar em mata fechada, tive certeza que não poderia estar nos domínios do submundo. Impossível haver sol em tal lugar tão obscuro. Continuo perdido em meio a estas árvores centenárias e não achei uma fonte d'água ou alguma árvore frutífera que eu conheça e da qual possa alimentar-me sem correr risco de ingerir veneno. *

– Trenger litt hvile...(Preciso de algum descanso...) *Sussurro deixando-me escorregar pelo tronco da bendita árvore de copa alta e frondosa, molhando os lábios ressequidos com o pouco de saliva espessa que ainda mantém minha língua umedecida*

*Então meus pensamentos voltam a se perder no momento exato em que despertei nesta maldita floresta, a primeira lembrança que tenho deste lugar*

escreveu:
*Senti-me incomodado com a rigidez e aspereza do local em que repousava. Aos poucos minha mente despertava da entorpecência do sono tranquilo, na qual estava mergulhada, um sono que há muito... Talvez séculos, não tinha.*

*Então tive a infeliz ideia de ajeitar-me sobre o que quer que fosse, em que estava deitado. Grande erro! Senti-me desequilibrar e abri os olhos em meio ao susto, acabando por mover-me ainda mais e desabar de um maldito galho de árvore. Com certeza era um galho de árvore, pois lembro que em meu susto e desespero agarrei-me a um fino galho mais abaixo que logo se partiu deixando-me em queda livre.*

*Isto não seria problema algum se não fosse pelo fato de não conseguir elevar meu cosmo, coisa que descobri da pior maneira possível: esborrachando-me no chão!*

*Sei que caí de cabeça, pois estou com um galo enorme na região do parietal e sinto-o latejar...*

*Enfim... Desde que acordei... Aliás... Desde que consegui mover-me novamente, porque depois daquela queda devo ter ficado aéreo por algumas horas, estou vagando sem destino em meio à mata buscando por alguma fonte de água potável onde possa saciar minha sede e lavar meus ferimentos. Vários por sinal, mas nada grave, apenas algumas arranhaduras espalhadas pelo corpo que dão uma incômoda sensação de ardência e o maldito galo, o qual seria mais preocupante. Mas se tivesse quebrado algo, com certeza sentiria a crepitação comum a afundamentos ou rachaduras na caixa craniana e se por acaso houvesse uma hemorragia, com certeza já não estaria vivo para contar a história.*

– Jævla hodepine! (Dor de cabeça maldita!) *Praguejo levando a mão ao local e massageando levemente como se isso fizesse a dor passar, óbvio que não passará!*

*Sinto minhas pálpebras pesarem por sobre os orbes e um torpor, característico de quem tomou um forte golpe na cabeça, arrebatar minha mente levando à sonolência. Mas não posso dormir... Não agora... Não neste lugar estranho, onde pode haver inimigos ou animais ferozes para me atacar... Não tão fragilizado e indefeso!*

– knulle¹, Minos... O que houve com você afinal?! *Murmuro no limite entre a lucidez e insanidade acabando por ser vencido pelo poder de Morpheus e entregando-me de vez ao cansaço. Espero conseguir acordar novamente e, de preferência, sem nenhum ferimento extra ou algum animal a me atacar.*




1 - knulle = Porra

Não se assustem, Minos não é de falar palavrão, apenas quando está sozinho ou em sua língua natal quando sabe que ninguém vai entender rsrs




Pois é, povo! Finalmente depois de muito quebrar a cabeça para refazer parte faltante da minha primeira postagem (a qual aquela infeliz fez o favor de deletar do rp do outro forum, porque não foi ela quem fez e como não tem consideração alguma com o trabalho dos outros simplesmente trata como lixo.), finalmente Minos-sama, com a ajuda de Hades-sama, iluminou-me para que minha postagem saísse (e modéstia parte, embora tenha grande parte da antiga, achei essa remasterizada muito mais foda! =D).

Peço desculpas por ter empatado tanto tempo o início do rp e declaro que está aberta a temporada de interpretação e criatividade neste fórum!

Lembrando que já tem outros turnos prontos, tanto meus como dos outros personagens que migraram para nosso fórum querido. Portanto, mais uma vez peço um pouco de paciência aos novatos. Esperem um pouco mais, pois agora será rápido.

Também estou disponibilizando todas as postagens (de todos os personagens) que já estão escritos e deverão ser postadas. Assim todos (inclusive os novatos) saberão seu conteúdo e ordem de postagem. Bem como os novatos poderão beneficiar-se já escrevendo seus turnos com antecedência, o que nos poupará mais tempo ainda. ^^
Bom... por enquanto fico por aqui e espero ter alegrado e animado todos os membros inscritos e que talvez já estivessem desistindo de esperar.

Minos de Griffon



Última edição por Minos de Griffon em Dom Set 16, 2012 4:46 pm, editado 5 vez(es)


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3 Re: The Cursed Mysterious Island em Ter Jul 24, 2012 5:52 pm

Aiacos de Garuda

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Calor da batalha... Nunca senti um calor tão grande naquela Quinta Prisão, quanto naquele momento! O salgado suor vindo de meus poros escorria por minha testa... Apesar das calorosas e inúmeras tumbas locais, com aqueles infortunos seres que desrespeitaram a vontade dos deuses, aquilo nunca me incomodou tanto, mais tanto, que não fosse aquele embate! E eu vendo aquilo que jamais pensei em ver em minha frente! Uma sensação de ousadia passava por meus olhos, mas, ao ver aquele bendito cavaleiro de Athena... Em meus pensamentos só havia uma coisa... Uma ÚNICA coisa!

- Maldito Fênix! - Era meus pensamentos, uma mistura de raiva e surpresa... - COMO DESVIOU DE MEU ATAQUE? - Sim, aquele inseto maldito, desviou de meu ataque, meu poderoso ataque! Um ousado! Mais ousado aquilo, aquela maldita frase!!!

- “O mesmo golpe não funciona duas vezes!”

Raiva, incompreensão... Que maldito ser é esse Fênix? Como ele teve o disparate de desviar de meu golpe? Como se aquilo fosse uma brincadeira? NÃO!! Meu Galactica Ilusion não é fogos de artifício, para apreciar! Eu... Eu... O quê? O quê está acontecendo? Apenas vi aquele maldito cavaleiro, aquele estúpido Fênix, em minha frente e não o vejo mais! E minha visão! Ela... Ela está embaçada... Minha mente! Meu corpo... Ele... QUEIMA! Como se... Estivesse em chamas! Que ardor! Que desespero! Que sensação... Que horrível sensação! AAAAAAAAAAAAAAAAH!!!!

«Acordei... Era um pesadelo... Apenas um pesadelo! Ou melhor, mais um maldito pesadelo! Ícelos deve ter pegado REALMENTE em meu pé! Não era a primeira vez que eu sonhava com aquilo, aquela luta... Fechei os olhos mais uma vez, sentia minha respiração ofegante por causa da agitação causada pelo sonho, tentava equilibrar a minha respiração, como bom hindi que se prese, sabe pequenas lógicas de yoga... Apesar de não usar muito elas! Ao respirar fundo, sentir que todo corpo estava relaxado ou pelo menos se acalmando, percebi que ao meu redor as coisas estavam úmidas, ouvia sons ocos e variados... Lembrei-me que eu estava fazendo algumas coisas e não pus música... Que estava se passando?»

«Foi então que eu abri os olhos, vi densas folhagens... FOLHAGENS? Não sentia muito meu corpo ou meus membros, aquilo estava ficando completamente estranho, foi quando eu percebi mais coisas... Algo, bastante pegajoso passava por meus cabelos, eu tentava alcançar com meus olhos aquilo que caminhava sob minha cabeça, não consegui ver ao certo, até que passou por diante de meus olhos uma lacraia gigantesca, que caminhava por minha boca, não foi o nojo, mas sim o susto de ver um animal, vivo e passeando por cima de mim, foi quando eu consegui erguer a cabeça e perceber o motivo pelo o qual estava imóvel... Diversos insetos, bichos, troços não catalogados... Muita dessas coisas em cima do meu corpo, como se eu fizesse parte da flora local»
- POR HADES!

«Soltei um berro, misteriosamente levantando-me. Enraivecido com aquela situação e bichos passando por meio de meu corpo, concentrei-me, com o objetivo de controlar o ar e manifestar meu Garuda Flap ou qualquer coisa parecida, para retirar aquilo de mim. Ergui os braços para cima e não senti nada! Fiz novamente o ato e mais uma vez... Falho! Foi aí que eu percebi que, além de estar sem meu cosmo, não estava com minha sapuris. Olhei para baixo, para meu corpo, vi os bichos ainda escalando meu corpo. Comecei a me debater, para retirar aqueles animais de cima de mim. Foram longos cinco minutos, até retirar, teoricamente, tudo aquilo de cima mim.»

«Praticamente limpo, notei como eu estava vestido... Com um kurta pajama negro bordado, típicas de um país como o meu, além de uma calça social, sapatos típicos como o kurta, todos negros (Algo como isto aqui) e, ao chão, que antes eu segurava, um lungi de tonalidade marrom avermelhado, iguais aos que os indianos usam. Fazer, o quê? Sou nepali, às vezes costumo vestir assim... Quando eu vou fazer algo mais social... Porque a maioria das vezes, uso jeans, botas, jaquetões...»

«Não fazia ideia de que lugar eu me encontrava, sabia que não era o Meikai, não por se tratar de um lugar com uma mata fechada ou os bichos vivos que caminhavam sobre meu corpo, mas sim, via na copa das árvores, os feixes de luz do sol. De imediato, pensei em subir numa das árvores, a mais alta, e ver em que diabos eu estou! Mas... Fazia anos que eu não subia em árvore! Procurei algo que pudesse me identificar uma trilha, seja no chão, seja pelas árvores. Aliás, as árvores, ao vê-las de perto, percebi que haviam muito musgo, possivelmente, essa floresta que eu estou, não é apenas um maciço qualquer! Espero que também não esteja perto de “casa”, seria estranho rever meus familiares depois de tanto tempo!»

«Caminhei em linha reta, acreditava eu, torcia para não estar andando em círculos! Os pés, pareciam não estar se acostumando aqueles sapatos que nunca me incomodaram, isso sem contar com a sensação térmica, um abafado horrível! E o imbecil aqui, usando negro! Pensei em retirar aquela escura roupa, mas também pensei naqueles malditos e chatos insetos que antes, me “recepcionaram”, pois descobri algo inédito... Tenho alergia a insetos! Pois minha mão estava com diversos pontos avermelhados ou... Passei por alguma urtiga... Espere... Urtigas dão coceira...»
- AREBAGUAN[1]

«Comecei a correr como louco, começava a sentir um pouco da coceira! Nem queria saber o que era o resultante daquela coceira, apenas fazia pensamentos positivos para encontrar algum foco de água. Corri, corri e mais corri. Começava a ver um clarão na minha frente e o chão mudar de textura, foi aí que eu tomei um tombo, não vi que tinha uma pequena vala no caminho e acabei comendo... Areia! Levantei. Estava estupidamente feliz, para não contradizer! Mais uma vez estava estapeando meu corpo, mas desta vez, retirando aquela camada de areia. Ao virar meu rosto para frente, vi aquele enorme mar! Uma das poucas coisas que passou por minha cabeça, foi aquele filme, um tal de “A Lagoa Azul”. E daí? Foi apenas uma lembrança cortada pela coceira que me ardia! Com isso, retirei a roupa que eu trajava, caindo na água completamente nu!»
- ULU!! ULUCAPATÁ![2]

«Esfregava que nem um louco aquela água sobre a pele, torcendo para que aquilo parasse de coçar! Como me ardia!!! Fiquei um bom tempo me lavando, apesar da água salgada, que ardia aquelas pequenas feridas, me sentia limpo! De repente... Tudo parou de coçar... Foi então que afundei na água, aproveitando um momento de relaxamento... Olhava para aquele maciço florestal, meus púrpuros olhos caçavam o que seria aquele lugar. Virei a cabeça de um lado e depois para o outro, percebi uma extensa orla. Dã, estava numa praia, que óbvio! Mas... Em que praia? Saí da água e me encaminhei para minhas roupas jogadas na areia, ainda nu, observava para as vestimentas... Não sabia se a mergulhava na água... E se for realmente urtiga? Estava novamente com dúvidas sobre aquilo!»


Notas:
[1]Ai meu deus!
[2]Burro!! Grande senhor dos Burros!!

ALELUIA IRMÃÃÃÃOOOOOOOOS!!!! \o/
Finalmente começou esta bagaça! Já estava dando teia de aranha ¬¬

Agora é só correr para o abraço!! o/

P.S.: Próximo a postar é MDM.... Só pra deixar claro...


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4 Re: The Cursed Mysterious Island em Seg Ago 06, 2012 8:14 am

Máscara da Morte_TCMI

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Acordei todo dolorido, meio zonzo e tão cansado que me penava a ideia de abrir os olhos. Eu estava deitado em um lugar fofo e molhado.

Pensamento lógico, partindo da premissa de que eu sinto água bater nos meus pés, indo e voltando.

Decido por abrir os olhos e ver onde raios eu estou. A última coisa que eu me lembro é de estar dentro de um avião e definitivamente não parece que estou em um.

Abri os olhos e dei de cara com uma infinidade de areia. Me sentei meio tonto e com os ouvidos entopidos de água do mar, limpei o rosto cheio de areia, que muito provavelmente tinha ficado marcado, me levantei e finalmente fui reparar o lugar.

Eu estava em uma praia, muito provavelmente em algum lugar tropical. A praia era de areia branca reluzente, o mar irritantemente azul e a floresta densamente verde.

Estremeço só de pensar nas abominações rastejantes presentes lá dentro.

Tento levar meu cosmo, ver se eu consigo entrar em contato com alguém para descobrir onde eu estou e como sair daqui, mas o diacho permanece estático do jeito que estava antes, como se nem existisse.

Merda de mundo. Eu vou matar o filho da puta que me fez parar aqui sem meu cosmo com requintes de crueldade. Vou bater até ficar mole no chão e depois mergulhar em uma tina de vinagre com sal grosso.

Olho em volta mais uma vez, só para perceber que eu a roupa social que eu estava vestindo estava toda ensopada. Ouço as irritantes gaivotas gritando ao fundo e tenho ímpeto de lhes apontar o dedo indicador, mesmo que não vá funcionar.

Oh, mamma mia.

Procuro me acalmar, que pelo menos por enquanto não há ninguém a quem eu possa por a culpa e cortar a cabeça para me aliviar, então decido por andar na praia até achar algum sinal de vida.

Começo a andar, indo para a sombra dos coqueiros e das árvores que beiram a praia, vou andando até minha boca ressecar, meus pés começarem a doer e o excesso de cansaço abater.

Me dou por vencido e quando decido por ir me descansar um pouco na sombra, vejo uma silhueta de um homem saindo do mar. Isso reforça minhas energias e saio correndo que nem um desvairado em direção à pessoa....

nua....

Quando chego perto e dou por mim, estou de cara com um dos Juízes do Inferno, peladão, olhando para as próprias roupas no chão com cara de taxo.

Não consigo conter meus instintos assassinos - que diziam constantemente: "mate qualquer filho da puta que porventura tenha te levado até esse fim de mundo!" - e corro a pequena distância que já nos separava e o cumprimento com um soco, bem no meio da cara.


----

Desculpem a imensa demora, mas eu não consegui vir antes para postar =/. Ademais, esse é o primeiro post do Máscara e ele é meio fraquinho, e preferi não mudar para não atrasar (ainda mais) o post.

=**

5 Re: The Cursed Mysterious Island em Ter Ago 07, 2012 9:57 pm

Aiacos de Garuda

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«Ainda estava nu e olhava para aquelas vestimentas negras, suspirei por demais ao ver aquilo! Apesar daquela praia aparentemente pura, precisava tampar o meu corpo, pelo menos proteger de novos seja lá o que fosse e em principal, pelo sol escaldante! Além de não ter o desprazer de encontrar alguém naquele lugar estranho. Não que eu sinta vergonha das minhas coisas, só tem homem... Ou pelo menos seres do sexo masculino, naquele Submundo... Por que eu temeria outro homem?»

«Finalmente me resolvi! Achei melhor apanhar aquele lungi, que parece mais lençol a um leigo, enrolar pelo meu corpo e lavar aquela roupa... Sei que a urtiga poderia estar naquele pano do que a indumentária, mas, cada coisa em seu canto! Quando eu achei que estivesse tudo resolvido e estava pegando aquilo para se vestir, aliás, já estava praticamente em minhas mãos e comigo apenas olhando para que lado eu vou usar, quando...»

«...Do nada eu senti em meu queixo, bem próximo a boca, um dura pancada, mas bem dada e dura! Como eu, que não estava prestando a atenção, senti aquilo fatalmente, nem tanto exagero assim, mas tal atitude me fez ir ao chão, comendo areia novamente! Caí naquela areia, praticamente de cara ao chão, sim, comi, de novo, um pouco daquela branca e quente areia. Tudo bem que aquele impacto e eu caindo feito jaca podre ao chão, levantou uma pequena cortina de areia, mas quando eu consegui levantar meu rosto, minha cara... Não senti boas coisas...»

«Não sentia respiração, mas olhei para baixo e vi as gotas avermelhadas naquela areia branca. ÓTIMO!! Além de todo empolado, ardido... Agora possivelmente com o nariz quebrado e algum dente a menos! Sim... Meus DENTES!! Coloquei a mão sobre a boca e percebi o sangramento vinha de meu nariz, virei meu rosto para cima e vi aquele homem, tão moreno quanto eu, tão forte quanto eu, naquela posição maldita, olhando-me como se fosse um saco de lixo ou algo do gênero. Que raiva que me tomou naquele instante... QUE RAIVA!! Meu corpo vibrou e meu sangue subiu. Levantei num só embalo encarando aquele homem... E quem estava na minha frente?»

- AREEEEEEEEEE!!! PORQUE FEZ ISTO COMIGO, CAVALEIRO DE CÂNCER?! - Olhava-o para baixo, sim, eu sou mais alto, quase dois dedos, daquele cavaleiro de Athena.
- Qual é o seu problema, heim?


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6 Re: The Cursed Mysterious Island em Qui Ago 09, 2012 9:19 pm

Kanon de Dragão Marinho

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Sinto um cheiro peculiar... Maresia! Sim, conheço maresia! O enjoado e revoltante cheiro de mar! Horas e horas naquela maldita prisão do Cabo Sunion, ainda por cima, os treze anos que eu passei no “reino” de Poseidon... Como não saber o cheiro disso?

Ouço o quebrar de ondas próximo a mim! Abri os olhos, me deparei com um teto cravejado de corais ou aquelas coisas que sempre incrustam, quando fica muito próximo ao mar. Virei meu pescoço e comecei a analisar melhor onde estava, parecia ser uma cabine de navio e não parecia ser algo encalhado há pouco tempo. Tentei me mexer, mas senti algo que repousava em cima de mim, virei a cabeça e olhei, era Saga, parecia adormecido e estava debruçado sobre meu peito, ressonava tranquilamente. Seu rosto e corpo pareciam bastante diferente. Isso sem contar com as vestes que trajava, as mesmas do grande mestre! Lembro-me que... Antes de morrer, Saga havia se juntado à Athena e redimido de todos os erros! E na Guerra Santa?! Bah! Isso é bastante intrigante! De qualquer jeito, eu tentei retirá-lo de cima de mim.

Esforcei-me o máximo para não acordá-lo ou pelo menos, não machucá-lo. Com um cuidado que sei lá de onde arrumei, retirei Saga de cima de mim e coloquei ao lado. Finalmente levantei-me. Percebi que o chão rangia e que estava estupidamente frágil, aliás, quase afundei meu pé junto a uma das placas de ferro que sustentava o piso. Era dia, mas não fazia a menor ideia de que horário era. Via os raios que ultrapassavam as fendas das paredes, além de uma janela com o vidro quebrado. O horizonte apenas me fornecia a visão do vasto oceano. Será que... Não... Às ultimas coisas que apenas me lembro é ter segurado Rhadamanthys e queimado todo o meu cosmo... E... Que trajes são esses que estou a usar?

Desde quando uso calças jeans, tênis e camisa? Pareço um desses adolescentes de gangue! Sinto-me tão pequeno e esguio! Mas, ao caminhar cuidadosamente por aquilo, que espero eu, ser um navio comum, para ver em que altura do mar e se pelo menos há um bote salva vidas, deparei-me com algo de metal polido e consegui ver meu reflexo.

- COMO É QUE É?! - Berrei a plenos pulmões, assustei-me com minha aparência. Meu rosto estava mais jovial, isso sem contar com o franzino corpo... Similar o de um adolescente. Imediatamente retirei a blusa e me vi! Não tinha mais aquele corpanzil e meus cabelos estavam agora na cintura! Agora lembro-me bem! Na juventude, eu não tinha os cabelos até os joelhos, mesmo os treinos que eu fazia, eu tinha um corpo definido, mas não tão volumoso que adquiri com os anos.

Ouvia ainda as ondas quebrarem, queria muito saber onde nos encontrávamos! Vesti a blusa de novo e voltei até Saga. Estava com medo de tudo! Se a maré enchesse, eu saberia me virar, mas e agora com meu irmão? Pensei em carregá-lo, porém não sabia se esse chão iria suportar o peso de nós dois!

- Vou arrastá-lo! - Murmurei, como se estivesse falando com os meus botões. - Não, eu não posso fazer isso! Se fosse o antigo Kanon, aquele que queria conquistar o mundo, arrastaria seu corpo pelos cabelos! - Continuei a murmurar! Olhava para os raios de sol, ainda estavam brilhantes e claros. Possivelmente não havia chegado ao meio-dia. Pelo menos, tenho seis horas para tudo se resolver!

Voltei a pisar em ovos, sim, era o jeito que eu estava caminhando naquele local. Precisava pelo menos saber em que buraco estávamos! Guiei-me com o som das ondas que quebravam ali próximas, mas sempre procurando um bote. As únicas coisas que eu encontrei, só foram os esqueletos do que com certeza, um dia, foi a tripulação local. Identifiquei uma luz próxima, atrás de uma das escotilhas, era uma enorme fenda, a abertura que arrasou tal embarcação. Era um sol forte e bastante brilhante! Apesar de tanto brilho, consegui avistar onde estávamos! Era um recife, próximo do que seria uma ilha. Estava um pouco ao longe, pelo menos nada mais do que um quilômetro! O ruim que não achei nenhum bote ou algo que se assemelhasse a um! Porém nada que um cosmo como o meu, pois já fui um marina, não resolvesse. Mas... Que cosmo? Concentrei-me e não senti nada! E agora? Como chegar até a praia? Um milagre como eu tive no Cabo Sunion seria muito útil neste momento!

Voltei para onde estava Saga, estava realmente assustado com tudo, além de tentar bolar um jeito de sair daquele recife de corais e alcançar a praia. O que mais fazia eu pensar, era como eu acordei neste dia tão conturbado! Espere! Eu vi meu irmão um pouco mais magro e jovial... Será que é loucura minha ou ele também sofreu o mesmo que eu? Com isso eu apertei um pouco passo, mas minha vontade era de correr, porém eu tinha medo da única passagem que temos desabar, até onde vi, de um navio que se assemelha muito a um cargueiro, era aquela.

Cheguei até onde acordei. Ainda estava lá, o buraco feito por mim e meu irmão ainda na posição que eu o deixei. Cheguei próximo e fui analisar seu rosto. Peguei uma mecha de seu cabelo e comecei mexer, para observar melhor seu rosto. Sim, estávamos jovens de novo! Ajeite-me ao seu lado, sentando, esperando que ele acordasse, para enfim, resolvermos o que fazer daqui em diante. Mas olhava constantemente a nossa única saída, para ver se a maré iria subir ou não. Não aguentei tanta angústia, comecei a cutucá-lo!

- Saga, Acorde!! Anda logo!! - Torcia para que ele acordasse logo.




Bom, agora é a Fê de novo...

7 Re: The Cursed Mysterious Island em Sex Ago 17, 2012 12:17 am

Máscara da Morte_TCMI

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(...) Que raiva que me tomou naquele instante... QUE RAIVA!! Meu corpo vibrou e meu sangue subiu. Levantei num só embalo encarando aquele homem... E quem estava na minha frente?»
- AREEEEEEEEEE!!! PORQUE FEZ ISTO COMIGO, CAVALEIRO DE CÂNCER?! - Olhava-o para baixo, sim, eu sou mais alto, quase dois dedos, daquele cavaleiro de Athena. - Qual é o seu problema, heim?



- Perché aposto que você é o stronzo¹ responsável por me trazer para esse cazzo² deste lugar.

Olho para ele passando a mão na boca cheia de sangue e reparo se tinha algum dente faltando. Tinha sido um soco filhadaputamente bem dado, modéstia à parte, mas todos os dentes estavam lá, inteiros.

Parando para pensar agora, o stronzo fui eu. Estou sem cazzo nenhum de cosmo e não sei se a situação dele é a mesma. Se foi ele mesmo o responsável por me trazer para esse culo del mondo com certeza ele tem o cosmo dele "liberado".

Se for esse o caso, eu estou morto. Vou levar um Garuda Flap no meio das fuças e não tenho cosmo nenhum para revidar. Agora, se ele estiver sem o cosmo dele, eu soquei uma pessoa totalmente inocente (não que isso vá fazer algum peso na minha consciência), e aposto como os socos dele também me arrancam uns dentes, no mínimo.

Olhei para cima, bem para os olhos dele e depois para baixo, para o cazzo dele, para depois voltar a olhar para cima. Se ele fosse revidar, eu já sabia o que fazer.

Perché, pela cara dele, eu não teria mais muito tempo de vida assim.


----

Pequena tradução aqui:
- imbecil
- caralho
- cú de mundo

De novo, sem "reformular" a postagem xD

8 Re: The Cursed Mysterious Island em Sex Ago 17, 2012 7:31 pm

Aiacos de Garuda

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«Meus olhos fitavam aquele homem, com raiva, ódio, nojo, horror! Queria entender o motivo da violência gratuita, já que, eu não tinha nada a ver com aquele homem, nem fui eu que fiz suas pendências naquele mundo! Só sei que, quando eu soube que ele estava no Submundo, desfrutando dos pesares de alguns círculos. Esperava a resposta dele... Ah se eu tivesse meu cosmo... Com certeza o “X” de meu Garuda Flap, não iria ser do meu lado, mas sim num lugar BEM estratégico!! Que raiva!!! *Bufadas*»

«Continuava a olhar aquele homem, bufando, observava sua boca para ver se ela abria para reproduzir palavras e não apenas a respiração deste. Meus púrpuros olhos observavam aquela pele morena, até mais que a minha, aqueles olhos azuis vibrantes e enjoativos, brilhavam, refletindo o brilho branco da areia... E aquele cheiro pútrido! Bom, a única coisa que ele parecia ter de bom naquele momento, era o odor que exalava de seu corpo... Aquilo me lembrava o Submundo. Até que...»

- Perché aposto que você é o stronzo responsável por me trazer para esse cazzo deste lugar.
«Ele abriu a boca, falou coisas que eu não entendi “patavinas”, o pouco que eu li no livro dos pecados, que o cavaleiro de câncer, é italiano... Possivelmente aquelas palavras emboladas e com sotaque eram italiano! Aquilo me lembrou de Caronte, contando de suas peripécias quando menino, nas ruas de Nápoles e ele tentou me ensinar esse tal... Italiano... As únicas coisas que eu sei é apenas “caspita” e “porca misera”, que ele repetia constantemente quando estava com aquelas infelizes almas.»

«Tentando entender o que ele me disse, parecia pensativo, além de tudo isso, sentindo a pouca respiração no nariz e o ferroso gosto de sangue na boca. Quando eu sinto tua mão em minha boca, uma sensação horrível tomou dentro de mim, ele remexia de uma forma bastante estranha, para quê ele estava fazendo aquilo? Por minha estrela maligna! O que estava ele fazendo?»

-ATCHATCHATCHA!!!![1]- Dava tapas na mão dele, tentando retirá-lo de cima de mim e parar com aquele abuso. - Você pensa que é quem? Meu pai para ficar analisando meus machucados? Já não me basta estar empolado, agora posso estar com o nariz quebrado!- Apontava para meu nariz, para ver se ele entendia o que eu estava dizendo.

«Estava revoltado até por demais, sentia agora o corpo pinicar por causa do momento “a milanesa” que eu tive, ao cair na areia por causa do soco. Bufei mais uma vez, peguei minha camisa branca e comecei a tirar aquela areia do meu corpo. Ignorei completamente a presença daquele homem “santo” e peguei minha box, sacudi e vesti! Finalmente não estava com minhas coisas aparecendo e depois disso, apanhei aquela túnica, enrolando em meu corpo; e o cinto da minha calça, usei para prender aquilo. O resto do que eu trajava, embolei e pus debaixo do braço. Voltei a olhar para ele.»
- Olha aqui! Eu vou achar alguma fonte de água! Pois eu não sou louco de lavar isto... - Novamente apontava para o meu nariz, se eu pudesse, colocava um letreiro em neon para indicar melhor... - Com a água do mar! C.. Ca... Ca... Entendeu, coiso?

«Voltei a ignorá-lo, agora andava em direção àquela densa floresta, tentando buscar ar, isso quando eu não assoava o nariz, para retirar o sangue preso nas fossas nasais. Fui procurando alguma coisa que me demonstrasse alguma nascente, ou um pequeno riacho, lago, sinais de chuva... Até o som ambiente eu parei para escutar... Mas só ouvia o maciço das folhas, até que uma trilha, em meio da mata acabou chamando a minha atenção.»

«Uma estranha trilha, composta por alguns galhos quebrados das moitas locais, até me deparar com um galho totalmente caído. Aproximei-me, olhei para tudo em volta, o que me chamou mais a atenção, foi alguns galhos finos espalhados no chão e um pedaço de tecido rasgado a mais ou menos dois metros de mim! Não parecia ser do cavaleiro de câncer, pois ele estava bastante ileso, e, o dono daquilo, levou um baita tombo! Com isso, cheguei numa conclusão!» - Tem mais alguém aqui! «Disse concentrado, com os olhos vidrados e inquietos, as púrpuras íris pareciam sambar em meus olhos, tentando ser o mais detalhista possível! Foi então que eu vi uma mancha vermelha não muito longe de onde eu estava!»

«Caminhei até lá, percebi que tinha a forma de uma mão e o pior, possivelmente de sangue! Continuei a caminhar e olhar aquela trilha feita por alguém, não havia apenas em alguns troncos aquela marca vermelha, mas sim, entre algumas folhagens! Andei um pouco vi que minhas dúvidas pareciam se sanar! Realmente existia mais um ali! Mas quem seria? Após uma pequena moita, vi seus pés, suas pernas, suas mãos, seu tronco e... Seu rosto... Espere!! Eu conheço aquele rosto... Ou melhor... AQUELE CABELO!!»
- MINOS? - Deparei-me com um dos meus colegas de juizado, Minos de Griffon... Ali, encostado e largado em uma árvore, com aspecto não muito bom, corri ao seu “encontro”, percebi o estrago feito em seu corpo! Vi que em sua toga havia rasgos e faltava-lhe um pedaço, percebi que aquele pedaço de pano era na verdade dele, aquilo me preocupou! Vasculhei em seu corpo sinais vitais, pus a mão em seu rosto e senti um pouco de quentura! - Pelo menos está quente! E bem quente por sinal!- Olhava para ele, sentia uma dor no peito ao vê-lo daquele jeito, passava a mão por sua face, retirando aquela franja. - Vamos lá cara! Acorda! Ainda temos muito o que radicalizar no Meikai!

«Estava desesperado, peguei em sua mão e apertava, mexia em seu ombro. Queria pelo menos que ele me desse um soco ou brigasse comigo. Aquela sensação era torturante. O que eu ia fazer com o corpo de Minos? Que notícia eu iria dar a senhor Hades, falando que ele está com um juiz a menos? Apesar da alta temperatura, ele não dizia nada... Que merda!»


Notas:
[1]Interjeição variante, quase uma onomatopeia, neste sentido, soa como “Pare! Pare com isso!”.

Pronto. Agora é a Minos.^^'


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गरुड़ Αιακός... मैं खगोलीय वीरता का सितारा हूँ
http://desciclopedia.ws/wiki/Garuda

9 Re: The Cursed Mysterious Island em Sab Ago 18, 2012 8:48 pm

Minos de Griffon

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Admin
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escreveu:*Vejo névoa... névoa muito densa... caminho perdido e confuso em meio às brumas, atento a tudo ao meu redor, mesmo sem conseguir enxergar nada, nem mesmo o solo onde piso pode ser visto.*

*Percebo uma presença, fraca, mas está próxima. Uma presença conhecida, alguém de um passado distante, eu sei que é “ele”!*

*Sinto-o passar por trás de mim e volto-me em sua direção, apenas avistando um vulto que desaparece rapidamente pela neblina. Mas logo a sinto novamente atrás de mim. Viro-me mais uma vez em sua direção, vendo-o correr para dentro da névoa e seguindo-o a passos rápidos.*

– Espere! *Elevo minha voz em um misto de desespero e ansiedade, aumentando meus passos para tentar alcançá-lo e chamando por ele.*

– Ei! *Em questão de alguns minutos já me vejo correndo na direção do jovem que se afasta rapidamente, mesmo apenas caminhando a passos calmos.*

- Volte aqui! *Grito correndo ainda mais rápido e levantando a mão à minha frente como se assim pudesse tocá-lo, mesmo percebendo ser inútil devido à grande e crescente distância que nos separa*

*As brumas se dispersam pouco a pouco, revelando a grande floresta em que estava antes, quando caí da árvore. Vejo-o caminhar em direção a uma larga clareira iluminada e parar diante dela virando-se para mim e fitando-me com seu olhar altivo e indomável. O que me faz hesitar, preocupado com sua próxima atitude.*

* Ele permanece perfeito! Aqueles mesmos traços finos de beleza incomparável que tanto me hipnotizam... aquele olhar... o olhar que me persegue em sonhos e pensamentos escravizando-me daquela forma tão patética... aqueles cabelos turquesa, finos e lisos esvoaçando com o vento e lhe dando um ar ainda mais selvagem... e aquela maldita armadura dourada que tanto odeio!*

- Pretendes lutar?! *pergunto em meu habitual tom baixo e calmo, abaixando a mão que ainda insistia em tentar tocá-lo mesmo à distância. Mas ele nada responde.*

*Então sinto algo morno escorrer de meus lábios, traçando um fino caminho até o queixo. Levo a mão ao local passando os dedos e olhando-os depois; Sangue! É sangue o que escorre de minha boca! Assusto-me com uma dor lancinante que me toma o tórax e levo minha mão a ele, achando algo macio incrustado do lado esquerdo do peito. Volto rapidamente o olhar para o local e vislumbrando a mesma rosa escarlate que outrora levou-me ao óbito.* Uma rosa vermelha!

– Mas... *volto o olhar para o santo de Atena e pergunto assustado e confuso, em um tom baixo de espanto*

– Quando foi que você...?! *de fato terminaria a pergunta se não visse o que ocorria com o pisciano; Sangue! Agora ele também sangra e apresenta os mesmos ferimentos que lhe causei naquela batalha!*

*Vejo sua expressão transfigurar-se da mais selvagem à mais sôfrega e aquilo me causa náuseas... Mais uma vez, em trocentas, pergunto-me o porquê de fazer-lhe aquilo... por que diabos causei tanta dor ao único homem que conseguira alcançar meu coração?! Hunf... talvez exatamente por isso! Por sentir-me incomodado ao cair por terra diante de tanta beleza e altivez...*

*Mas isso não importa mais. Porque novamente iremos morrer como morremos naquele fatídico dia, o dia em que fui flechado por este sentimento medíocre o qual acreditei ser imune.*

*Fecho meus olhos, resignado, esperando pela morte que curiosamente não vem. Volto a abri-los a tempo de visualizar o par de safiras tristes fixados sobre mim, para logo em seguida observar o cavaleiro dar-me as costas e caminhar em direção a clareira desaparecendo na forte claridade que vem de lá.*

– Por favor... não vá! Fique um pouco mais! Ao menos diga teu nome! *grito em súplica voltando a correr em sua direção e lançando-me na luz sem pensar duas vezes. Só então dou-me conta do local e estanco meus passos observando-o: um rio sereno de águas límpidas com suas margens tomadas pela relva e, logo mais acima, em sua foz, um pequeno lago represado por pedras e uma bela cascata que o mantém cheio!*

*Passado o momento de contemplação, volto a procurar o pisciano, mas já não tem mais ninguém ali.*

– Queria lembrar-me de teu nome... *balbucio arrancando a rosa de meu peito e observando-a com um leve sorriso torto e fechado, até sentir tudo girar à minha volta e cair na mais completa escuridão*

escreveu:– Minos!

*Sinto um toque suave em meu rosto e ouço uma voz longínqua e conhecida ecoar em algum lugar de minha mente.Os toques persistentes traçam um delicado caminho até minha testa e novamente volto a escutar, agora mais nitidamente, a voz de Aiacos.*

escreveu:– Vamos lá cara! Acorda! Ainda temos muito o que radicalizar no Meikai!

– "É Aia! Por Hades, Aiacos está vivo! E me encontrou! *penso sem conseguir evitar certa alegria ao pensar que estou em qualquer outro lugar que não seja aquela maldita floresta, principalmente em saber que Aiacos também está vivo. De preferência, que estejamos no Meikai!*

*sinto um toque mais forte em minha mão, e logo, um aperto sobre ela. Pelo tom da voz, Aiacos parece estar bem desesperado, até porque ele sacode levemente meu ombro. Será que eu estou tão ruim assim? Toco a mão que está sobre meu ombro, segurando-a delicadamente antes que Aiacos tenha a infeliz ideia de colocá-la sobre minha cabeça e apertar o galo dolorido. Por mais que seja preparado para aguentar ferimentos graves, não gosto de sentir dor desnecessariamente, aliás... quem gosta?*

– Aia... *finalmente me sinto lúcido o suficiente para conseguir balbuciar algumas palavras, minha voz deixa a garganta em um tom rouco e incerto. Droga! Odeio parecer frágil! Então firmo o tom ao máximo que consigo e prossigo*

– Recolha as velas e cancele o caixão, pois ainda estou vivo e pretendo permanecer assim por bastante tempo! *Abro lentamente meus olhos dourados e encontro aqueles dois orbes violeta fitando-me com certo espanto*

– Não seja melodramático, irmão... Apenas estou com um galo na cabeça e algumas ranhuras em meu corpo. Sou um kyoto, não morreria por tão pouco! Aliás... acho que ninguém morreria por algo assim... *murmuro quase em um resmungo a ultima frase mais para mim do que para ele.*

*Bom... pelo menos eu acho assim. E espero mesmo que seja só isso, pois mesmo sendo um kyoto ainda possuo um corpo humano e mortal, certamente como qualquer outro morrerei caso seja algo mais grave. Além do mais, mesmo depois de descansar, Zeus sabe por quanto tempo, ainda sinto-me exausto. Talvez seja a sede que ainda me consome, ou a fome que começa a me abater, além do frio intenso que estou sentindo, devo estar trêmulo, eu acho.*

*passeio meu olhar ao redor percebendo com grande desânimo que infelizmente ainda me encontro na mesma maldita floresta de antes*

– E Onde estamos, Aia? Que diabos de lugar é este? *justo quando achei que estava a salvo, percebo que há algo estranho em Aiacos. Seu cosmo! Assim como o meu próprio, também não sinto o dele! Não, não quero pensar nisso. Recuso-me a acreditar que Aiacos está na mesma situação que eu! Só então paro para observá-lo melhor e vejo vermelhidões espalhadas por seus braços, tronco e onde mais minhas vistas alcançaram. É... ele definitivamente não está em uma situação assim tão melhor que a minha, tirando o fato de não ter um galo latejante na cabeça, eu acho, né, vai saber...*

*Seu nariz parece estar quebrado, a julgar pelo inchaço e sangue seco que com certeza escorreu dele e também da boca que também parece ligeiramente inchada. Comparado a isso... meu galo na cabeça, não é nada, pelo menos esteticamente falando.*

– O que houve contigo, Aia?! *seguro firme seu pulso trazendo-o mais para perto e examinando com cuidado*

– Isso parece... urticária! *volto o olhar curioso ao meu companheiro de profissão e também irmão de consideração*

– Como feriu-se desse jeito? *pergunto voltando o olhar para seu rosto tingido de vermelho e aguardo uma resposta*



Última edição por Minos de Griffon em Ter Ago 21, 2012 9:47 am, editado 3 vez(es)


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10 Re: The Cursed Mysterious Island em Dom Ago 19, 2012 2:25 pm

Saga de Gêmeos

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escreveu:- Saga, Acorde!! Anda logo!!

*Sinto uma presença próxima a mim e franzo levemente os cenhos. Sei que estou deitado, meu corpo está bem relaxado e sou grato por despertar assim tão bem, pois depois da briga que eu e meu gêmeo tivemos ontem, imaginei que teria pesadelos...*

*Abro meus olhos e ainda letárgico tento fitar a figura à minha frente. Aos poucos minhas vistas embaçadas focalizam meu irmão. Parece-me um tanto preocupado e acredito que seja por causa do que houve ontem.*

– Kanon... *balbucio um tanto rouco pela sonolência*

*Eu e Kanon sempre nos demos muito bem, é raro brigarmos e quando o fazemos não é nada sério, apenas as implicâncias corriqueiras tão comuns entre irmãos, nada que passe de um breve momento. Mas não chega aos pés da discussão de ontem à noite! Aquilo foi assustador... Nunca vi Kanon tão transtornado em toda minha vida*


escreveu: – Kanon, o que houve contigo, meu irmão?! *perguntei boquiaberto com sua explosão de fúria*

*Está certo que desde que me foi entregue a armadura de gêmeos, meu irmão não é mais o mesmo. Tornou-se mais sério, fechado, sarcástico, arisco e até mesmo rude. Seus desvios comportamentais trouxeram alguns problemas, mas nada preocupante, pelo menos até ontem.*

*Quando o Grande Mestre Shion me conferiu o direito à armadura de ouro fiquei preocupado. É verdade que nós dois sabíamos que isso aconteceria... Que eu, como primogênito herdaria a sagrada armadura dourada e seria o legítimo protetor da terceira casa do santuário. Fui treinado e doutrinado para isso e durante este período não gozei de nenhuma regalia a mais que qualquer outro aspirante a cavaleiro.*

*Escondi meu irmão de todos temendo que ele fosse ainda mais marginalizado do que eu o condenara a ser quando o transformei em minha sombra... Um verdadeiro fantasma para o santuário e todos aqueles que viviam à sua volta. O fiz sabendo o que aconteceria caso soubessem de sua existência. Seria maltratado, humilhado... Visto por todos como um verdadeiro demônio por causa da maldição que, dizem as más línguas, recai sobre os gêmeos.*

*Porém... contrariando as leis do santuário, passei a ele tudo que aprendi, tudo! Desde os ensinamentos teológicos, astronômicos, bem como os treinamentos e o total conhecimento do cosmo. Preparei-o à medida que fui aprendendo, da mesma maneira, os exercícios, os golpes... Tudo! Em tudo isso meu irmão é igual a mim! Até mesmo em questão de força e poder. Desta maneira, penso eu, se algo um dia me acontecer... Kanon poderá me substituir sem que ninguém se dê conta da troca.*

*Desde que me mudei para o Santuário, passei a observar mais meu gêmeo, ser mais presente em seu dia a dia e desta forma compensar a mudança repentina em nosso estilo de vida. A mudança em nossas vidas fora grande! Meu irmão viu-se sozinho no pequeno casebre onde morávamos. E eu, fui levado ao santuário e acomodado na gigantesca casa de gêmeos onde obtive regalias que sequer imaginei que um cavaleiro de ouro teria direito.*

*Senti-me péssimo com isso, é claro! Por muitas vezes reneguei tal tratamento privilegiado abrindo mão dos banquetes servidos a mim para ir caçar com meu irmão e compartilhar da refeição humilde a qual estávamos acostumados.*

*Isso pareceu dar certo, pareceu mesmo! Kanon sempre se mostrava tão receptivo a mim... Embora realmente eu não conseguisse alcançar aquele meu irmão de anos atrás, ainda podia ver alegria em seu ser tão calado e recluso quando eu me aproximava. Então acabei por acomodar-me e acostumei com aquele ‘novo’ jeito de meu caçula, no início acreditando que era apenas uma fase, depois, acreditei que a maturidade havia finalmente lhe alcançado. Ninguém é criança para sempre, afinal.*

*Mas ontem todas as minhas teorias vieram abaixo!*


& escreveu:

escreveu:– IDIOTA! Você é mesmo um idiota, irmão! Um verdadeiro babaca, por assim dizer! Ainda bem que não tenho como destino defender um inútil bebê!

escreveu:– Irmão, ela é uma deusa! Não é um bebê comum! *ditei querendo convencer, não só ele, como a mim também.*

*Para falar a verdade... há dias, quando eu soube da chegada de Atena ao santuário, quando o Grande Mestre nos apresentou nossa deusa, estou pensativo. Reflito sobre o que pode significar nossa deusa aparecer para nós na forma de um bebê tão frágil e impotente... Ando tão decepcionado com isto, tão confuso... Sequer tive coragem de contar o ocorrido ao meu irmão. Sabia como ele reagiria, ou pelo menos pensava que sabia!*

*Não, nem em meu pior pesadelo imaginei escutar tais coisas da boca de meu gêmeo...*


& escreveu:
escreveu:– Atente-se Saga! Não temos mais nossos seis anos! Estamos com quatorze... E faremos quinze na próxima primavera! Como pode depois de ver o estado em que a tal deusa Atena chegou a este mundo, ainda acreditar nesse conto de fadas? Não é possível que creia que Atena realmente poderá guiar algum exército à vitória!*

escreveu:– Kan… não diga uma coisa dessas, por favor! *respondo apavorado serrando as pálpebras com força, levando as mãos à cabeça e segurando meus cabelos. As dúvidas realmente me corroíam.*

*Ele estava certo... era exatamente assim que eu me sentia! Não acreditava mais em Atena assim como Kanon. Mas eu não queria me sentir assim! Queria realmente acreditar nela! Em sua força... Seu poder... Queria imaginar que ela nos guiaria no campo de batalha quando a guerra santa começasse... Mas como acreditar em algo deste tipo quando um bebê indefeso me é apresentado como a deusa que nos guiará para a vitória?! Impossível! Confesso que a aparição daquela criança está pouco a pouco minando minha fé. Não consigo mais vislumbrar a vitória sobre nossos futuros inimigos e quando olho para trás, apenas consigo visualizar o tempo que perdi no santuário.*

& escreveu:
escreveu:– Foi para isso que treinou longos e árduos anos? Foi para isso que arriscou-se me treinando às escondidas?! Para sermos cavaleiros de uma recém nascida?! Não há como acreditar em algo tão descabido! Vamos defendê-la de quê? Assaduras e cólicas?

escreveu:– Irmão...*eu não sabia o que dizer, nunca vi meu irmão tão revoltado. O pior é que eu também me sentia assim, frustrado, por isso mesmo não tive coragem de contar a ele sobre Atena, mas ele acabou por descobrir sozinho em uma de suas infiltrações ao santuário.*

* Como posso sentir tanto ódio e revolta de um simples bebê? Logo eu, considerado por muitos um deus por ser sempre tão correto, tão misericordioso...?!*

* Sempre me esforcei para que todos vissem em mim o modelo da bondade e justiça... Sempre me esforcei para ser assim: santo, puro e imaculado... Um verdadeiro deus repleto de virtudes, compaixão e benevolência... Um verdadeiro modelo de divindade! Alguém de quem
Atena se orgulharia ao conhecer como seu cavaleiro.*

* Mas agora sinto esses pensamentos repugnantes maculando-me, corroerem minh’alma... Justo agora que o Grande Mestre está para escolher seu sucessor?! Meu coração tinha que vacilar justamente agora, quando estou disputando junto à Aiolos a sucessão do papado?! Depois de ter renegado o amor... o desejo que sinto por Kanon em prol de uma causa maior, irei mesmo falhar no ultimo momento?*


& escreveu:
escreveu:– Será muito melhor que essa criança, que não servirá para nada, morra! Mate-a enquanto pode Saga! Shion é apenas um velho gagá... Ele também é outro que não presta! Ele nos enganou!

escreveu:– Kanon! Como pode dizer isso?!*dito alterando-me, tamanha perplexidade.*

– Mestre Shion sempre foi um homem sábio! Jamais enganaria as pessoas dessa forma!

* Queria tanto que meu gêmeo me apoiasse nesta hora de provação, mas o que escuto de sua boca é exatamente aquilo que meu coração traiçoeiro grita para mim!*

& escreveu:
escreveu:- Felizmente no Santuário ninguém sabe que somos irmãos gêmeos . Eu poderia ajudar você a matá-los e juntos controlaríamos a terra toda. Poderíamos protegê-la, Saga! Temos poder para isso. Se conseguirmos o controle do santuário... Em posse de Nikè e o escudo da justiça... Com os cavaleiros de ouro sob nossas ordens... Seriamos invencíveis! Diga-me, o que acha da minha ideia, irmãozinho?

escreveu:– Enlouqueces-te, irmão?! Está falando de uma deusa! Da deusa da guerra justa que há Eras vem protegendo a terra da destruição! *sinto meu peito apertar com aquelas palavras. E o pior de tudo é ver-me tentado a algo tão maligno!*

–Como podes pensar em conspirar contra uma divindade e tomar seu lugar?! Isso é loucura irmão!

escreveu:- Não seja hipócrita, Saga! No fundo você está tão revoltando quanto eu! No fundo, você e eu somos iguais, irmão! Não negue isso!

escreveu:*fui tomado por uma sensação estranha, um ódio intenso e uma enorme sede de poder. Entrei em profundo desespero.*

– Eu não quero ouvir mais nada!*perdi a linha e pela primeira vez em minha vida gritei com meu irmão.*

– O santuário tinha razão sobre a maldição dos gêmeos... Você é um demônio, Kanon! Mas eu não cairei em tentação!

– Eu sou um Santo de Atena! Jurei protegê-la e ajudar a manter a paz e justiça na terra! Não irei trair os ideais que lutei tanto para manter até agora! Saia daqui agora mesmo, Kanon! Antes que eu perca a paciência! *Abaixei o tom de voz que estranhamente se tornou perigoso como nunca e serrei meus punhos. Precisei respirar bem fundo para conseguir me controlar. E voltei o olhar enigmático para meu gêmeo.*

– Suma das minhas vistas, agora! *calei-me encarando-o até que se retirou de minha presença sem mais nada dizer.*

*Preciso fazer algo a respeito... Preciso consertar tudo isso antes que não tenha mais solução! Pensando assim, ainda olhando em seus olhos, sento-me e enfim desvio minha atenção, observando tudo ao meu redor.*

– “Para onde Kanon me trouxe afinal? Que lugar é este e porque meu gêmeo me trouxe aqui?” *penso levantando-me de uma vez. Esse local parece a cabine de uma espécie de embarcação. Está bem degradado, é verdade. Há algas ainda vivas até mesmo no teto, incrustadas junto a mariscos... Observando melhor, parece que, seja lá o que for isso, estava no fundo do mar até pouco poucos dias atrás.*

– Que lugar é este, kanon? *pergunto dando um passo e logo escuto um ranger metálico abaixo de meus pés.*

– “O local é perigoso, pode desabar a qualquer momento!” *penso voltando-me ainda mais preocupado para Kanon. *

– Porque me trouxe aqui? * pergunto desconfiado e temeroso.*

– O que tem em mente? *Enquanto aguardo a resposta dou mais alguns passos, desta vez tendo extremo cuidado onde piso, e aproximo-me de um buraco no chão. Certamente uma das placas do piso cedeu devido à degradação.

*Olho para baixo e vejo água, nos poucos locais iluminados por alguns raios de sol que entram naquele local. É muito alto! Uma queda desta altura pode até mesmo matar alguém, se lá embaixo for raso como imagino que seja, pela altura que vejo. Parece uma espécie de... compartimento de carga?!*

*Dou a volta pisando nas placas mais afastadas daquele buraco, andando vagarosamente enquanto continuo meu reconhecimento.*

– “Seja o que for que Kanon está planejando, não é boa coisa, do contrário não me traria para um local tão perigoso como este.” *Tudo bem, estou com medo, eu reconheço. Temo por Kanon, pelo que pode fazer movido pela revolta e ressentimento. É apenas um garoto revoltado com seu destino, apenas isso. Além do mais... eu e ele temos a mesma força, o mesmo poder... e sabemos as mesmas técnicas. Impossível que ele esteja pensando em fazer algo contra mim, pois será difícil que consiga sobrepor meu cosmo e me vencer... Mais provável que morramos os dois na tentativa!*

– “Mas em que estou pensando afinal?! Por acaso enlouqueci? É de meu irmão que estou falando! Ele tem causado muitos problemas é verdade, mas não é nenhum seqüestrador ou assassino frio e sanguinário!” *Suspiro profundamente e me recrimino por pensar tal coisa de meu irmão. Não, ele jamais faria algo para me ferir. Como posso me deixar levar assim por temores criados à partir de uma discussão acalorada?*

– “Pare com isso agora mesmo, Saga! Desta vez é você quem está surtando!” *Então me dou conta de que Kanon ficou para trás, volto-me mais uma vez para ele e vejo-o parado no mesmo lugar em que eu estava quando acordei.*

– “Talvez ele tenha me trazido aqui para conversarmos melhor, apenas isso. E eu fazendo disso um bicho de sete cabeças...!” *Sorrio discretamente para ele, um tanto sem graça ao perceber que me perdi em meus devaneios e acabei por não escutar uma palavra do que ele disse, se é que disse algo. Ele parece ainda mais apreensivo e devo reconhecer que a culpa é minha por acusá-lo antes de escutar suas explicações.*

*Eu preciso me desculpar por isso... E também pela discussão de ontem. Preciso falar tudo que se passa em minha mente, tudo que quero realmente dizer a ele. E tem que ser agora, antes que eu perca a coragem.*

– Kanon... sobre a discussão que tivemos ontem... me perdoe. *digo isso e percebo certa confusão em seu olhar, imagino que ele não esperava por isso, mas continuo:*

– Sinto muito por parecer tão inflexível, incompreensivo e ausente durante todo este tempo em que vivo no santuário... Imagino o que você tem passado neste tempo se sentindo obrigado a mostrar-se subserviente a mim e esconder-se de todos.. *sei que ele tentará me interromper, sei que vai!*

– Não, Kanon... não! Deixe-me terminar! *ergo minha mão espalmada em sua direção pedindo que me deixe prosseguir.*

– Entendo sua revolta em relação à Atena e o Grande Mestre... Mas por favor, não se precipite! Ela é uma deusa e deve ter um motivo para tudo isso! *Kanon se mostra ainda mais agitado e resolvo voltar até ele e mostrar-lhe que ainda estou ao seu lado, que pode contar comigo para desabafar tudo que está sentindo.*

– Olha... No começo eu também fiquei confuso... Ainda estou, é bem verdade. Mas eu ainda acredito Kanon! Eu quero acreditar em Atena, precisamos esperar para ver o que os deuses planejam para nós!

– Está certo quando diz que as coisas não aconteceram como esperávamos mas... *não era isso que eu queria dizer... Queria que ele soubesse que eu estou tão confuso quanto ele, mas tenho medo que isso o deixe ainda mais perturbado.*

– Não posso deixá-lo se levar por estes sentimentos. Eu preciso de tua ajuda Kanon! *acabo por dizer esquecendo-me de onde estou e apressando meus passos em sua direção.*

– Ajude-me a erradicar todo este ódio e revolta que brota em ti através da dúvida e decepção que estão em teu coração! Eu preciso de você! Preciso de teu apoio e... Aah! *o piso embaixo dos meus pés cede e a placa acaba por cair. Levaria-me consigo se eu não fosse mais rápido me segurando na outra placa ao meu lado.*

*Agora estou pendurado a uma altura considerável, segurando-me com uma só mão e balançando. Mantenho-me calmo, afinal sou um cavaleiro de ouro e com meu cosmo posso muito bem sair desta situação. Concentro-me e... nada!*

– Kan... Meu cosmo! Não consigo elevar meu cosmo! *tento voltar meu olhar para trás e ver onde está, mas devido à minha posição, não consigo.*

– Ajude-me, irmão! *Escuto seus passos e ouço sua voz, mas não consigo precisar exatamente onde ele se encontra no momento. Não esperarei sua ajuda, minha constituição física é o suficiente para que eu possa me erguer sozinho daquele buraco. Dou um impulso para conseguir me apoiar com a outra mão também e o metal range. Olho para baixo e vejo outra placa caindo atrás de mim.*

– Kanon, você está bem?! Tome cuidado, isso aqui está desabando! *não posso esperar por meu gêmeo. Fazê-lo se locomover neste lugar e aproximar-se de mim poderia colocá-lo em risco também.*

– Fique onde está! Eu consigo subir sozinho! Espere! *dito usando minha força, que estranhamente parece bem reduzida pela falta de cosmo que até o momento ainda tento elevar, dou um novo impulso conseguindo colocar um dos meus pés encima da placa ao lado.*

– Estou quase conseg... *as duas placas, nas quais me apoiei, se soltam levando-me com elas em uma queda de no mínimo uns 50 metros.*

– Kanoooonnnn! *grito em queda livre, antes de sentir meu corpo bater na água e afundar em velocidade. Será que era isso que meu irmão havia planejado? Não quero acreditar que ele realmente esteja pensando em me matar e tomar meu lugar para concretizar as sandices que me disse ontem! Há quanto tempo ele pensa dessa forma?*





Bom... o próximo turno é do Mask ^^

11 Re: The Cursed Mysterious Island em Ter Ago 21, 2012 8:24 am

Máscara da Morte_TCMI

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Vejo Aiacos ficar ainda mais nervoso quando eu começo a olhar o estrago que fiz no nariz dele.

O giudice¹ virou as costas para mim, ignorando todas as minhas expectativas de sair rolando na areia trocando socos com ele. O vejo tampando o cazzo , vestindo a cueca e depois se cobrir com um dos panos que ele deveria estar vestindo antes.


- Olha aqui! Eu vou achar alguma fonte de água! Pois eu não sou louco de lavar isto... - *apontando para o nariz* - Com a água do mar! C.. Ca... Ca... Entendeu, coiso?

Levanto a sobrancelha em resposta e seguro o riso, para depois vê-lo começar a me ignorar completamente. Que lindo ...

O vejo andar em direção à floresta e o sigo, até perché o melhor a fazer agora é procurar comida, água e abrigo e até onde eu sei nós dois somos as únicas pessoas aqui, seja lá onde "aqui" for.

Depois de andar um pouco percebo sinais da presença de mais alguém naquele lugar e Aiacos também percebeu. Aiacos foi até lá para ver se tinha alguém ou seja lá quem for e, para a minha completa desgraça le conhecia o morente² . Era o Minos, outro Giudice dell'Inferno .

Vejo os dois conversando e permaneço um pouco afastado, eu era minoria ali, afinal. Ouço Minos perguntando como Aiacos quebrou o nariz não espero Aiacos responder que foi o stronzo aqui quem o fez. Chego perto do Aiacos, pego o nariz dele e verifico que estava quebrado e um tanto torto. Então eu simplesmente torço o nariz do mesmo escutando um estalo e o nariz volta para o lugar.

- Presto³! Isso ficou feio, mas pelo menos agora tá no lugar.

Ouço meu estômago roncar muito, muito alto.

- Algum de vocês dois tem um sanduíche aí?


----

¹Juiz
²moribundo
³ Pronto

Pequeníssima mudança no finalzinho, de acordo com dica da Minos. =D

Próximo turno: Aiacos

12 Re: The Cursed Mysterious Island em Ter Ago 21, 2012 7:32 pm

Aiacos de Garuda

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«Durante as minhas caminhadas entre a densa floresta, não percebi que Máscara da Morte me seguia como um cão ao seu dono. Tinha ignorado completamente a existência dele, em principal, pelo o que ele fizera a mim! Meu nariz! Algumas vezes tocava-o e sentia além das dores, o pequeno inchaço formado no meu nariz e meu lábio agora, protuberando uma singela... BEIÇA! Que ódio que eu estava sentindo! Se eu não estivesse nu ou pelo menos empolado e ardendo, eu juro, quebrava metade dos dentes desse cavaleirinho chinfrim!»

«Toda minha raiva mudou ao ver Minos daquele jeito, queria muito saber o motivo de ele estar assim! Não foi apenas um tombo, houve algo a mais, tenho certeza! Finalmente olhei o cavaleiro de câncer, do nada pensei em coisas relativas aos “santos” de Athena, aquela sensação de “sangue nos olhos” foi administrando-me, mais uma vez queria estar com meu cosmo e manifestar meu Garuda Flap! Já iria balbuciar em hindi uns belos xingamentos em que a sua vigésima reencarnação ainda continuaria a ouvir meus palavrões, achei ousado daquilo! Aqueles malditos cavaleiros de Athena! Vão pagar pelo o que fizeram ao Minos!! Estava prestes a abrir a boca, quando...»

Aia... Recolha as velas e cancele o caixão, pois ainda estou vivo e pretendo permanecer assim por bastante tempo!

«Ao ouvir sua voz, em principal, sentir o calor de sua mão em minha, fez-me sorrir, uma singela lágrima escorreu de meu olho, estava feliz, estupidamente feliz! Tinha uma enorme vontade de abraçá-lo, comemorar de nosso jeito! Pelo menos estava vivo, já era um bom caminho para não se desesperar mais do que já estava!»

Não seja melodramático, irmão... Um galo na cabeça e algumas ranhuras em meu corpo são tudo que tenho. Sou um kyoto, não morreria por tão pouco! Aliás... acho que ninguém morreria por algo assim...

«Ouvi-lo novamente! Como era bom ouvi-lo! Estava com um galo na cabeça, voltei a me preocupar e estava preocupadíssimo! Nunca gostei muito de saber de coisas ruins com o Minos, sempre fomos uma dupla naquele Submundo, saber que ele não estava 100% me angustiou novamente»
- U... Um galo? Isso deve estar doendo horrores!

«Minha voz e minhas palavras de um estúpido desesperado ecoava naquele instante, parecia aqueles pais de primeira viagem, que entram em desespero por qualquer coisa e motivo. Tentei por em prática de novo, aquelas respirações doidas da yoga, aquelas que eu NUNCA faço quando tem que se fazer, porém, quando eu ouvi aquela frase... “Acho que ninguém morreria por algo assim”, do nada, arrepiei-me todo, senti aquele belo frio na espinha, era como se eu, em alguma vez na minha vida, tivesse padecido de um jeito estúpido. Uma sensação um tanto quanto estranha.»

Onde estamos, Aia? Que diabos de lugar é este?

«Percebi Minos erguer um pouco cabeça como se fitasse todo o lugar, parecia que estava perdido, mas quando eu ouvi aquele singelo apelido, que eu recebia por aquele kyoto, numa forma de amizade, eu avermelhei abruptamente, não sabia onde me enfiar, já que, não estávamos totalmente sozinhos, aquele cavaleiro de Athena continuava ali, ouvindo nossa conversa. Eu engoli a seco, tentei, sem titubear, conversar com ele»
- Er... Por favor Minos... - Dizia baixinho, quase ao pé do ouvido. - Não me chame de Aia... Não estamos sozinhos!! – Olhava para o cavaleiro de câncer, tentando ver se ele entendia. - E não sabemos ao certo onde nós estamos! Tem uma praia, essa floresta... Possivelmente estamos numa ilha!

«Torcia para que aquele pulha de cavaleiro não tivesse ouvido o apelidinho carinhoso... Que cara eu vou ficar, se todos souberem... Aí é uma humilhação sem tamanho! Pelo menos não fui derrotado por um cavaleiro de bronze... Aí sim, ia ser a derrotada do século! Até onde eu pensava, aquilo parecia acabar, meus pensamentos era de que Minos tenha entendido aquilo que eu disse, quando ouvi de novo...»

O que houve contigo, Aia?!

«Quando eu ouvi aquele apelido, nunca pedi tanto para ser Aiacos de Avestruz! A minha vontade era de enfiar a cabeça em um buraco e nunca mais retirá-la!! PORRAAAAA!! Assim minha reputação vai para o saco! Já não chega eu ser o mais novo dos juízes e ainda sou tratado como uma criança de cinco anos! Segurava a raiva segurando fortemente a mão. Voltava a bufar.»

Isso parece... urticária!

- Mais ou menos, mas eu acho que sim! Devo ter adormecido nessa merda de lugar em algumas folhas de urtiga... E isso não está nem um pouco animador!

«Sim, fui explicar. Vou mentir pro Minos? Claro que não! Fizemos um pacto de não mentir um para o outro!»

Como se feriu desse jeito?

«Percebi, pelo comentário de Minos que estava falando do bendito soco dado por aquele coiso italiano. Se, isso for, deve estar uma imagem horrorosa, devo estar desfigurado. Coloquei rapidamente a mão à face, para tentar ver o tamanho do estrago, ver se a maldita beiça estava quase um troço... Mas não.. Parecia que ainda estava estacionado naquilo. Quando eu ia acusar aquele tonto de ouro, o vi saindo da mata e seguindo para próximo de nós, mais específico, em minha direção, estando na minha frente e colocando mais uma vez, aquela asquerosa mão em minha cara, indo direto em meu nariz, torcendo-o como se fosse uma lâmpada em um bucal. Aquilo me enfureceu novamente»

- Presto! Isso ficou feio, mas pelo menos agora tá no lugar.

«O que ele quis dizer com aquilo? Ele mexe mais uma vez em mim, no meu nariz, ferrando a porra toda e ainda tem o disparate de dizer que tá feio? Não aguentei mais aquela metidez daquele energúmeno e levantei-me como uma flecha, quase voando em cima daquele cavaleiro. Só não o fiz, pois, ao dar um passo, senti o corpo de Minos e ele jeito de dores como estava, fez-me temer em tropeçar nele e machucá-lo. Porém, eu consegui enfiar o dedo na cara dele, com o ódio que eu estava, quase mandei tomar naquele lugar»

- Olha aqui, Máscara da Morte, você está PROIBIDO de mexer em alguma parte do meu rosto! Não quero você mexendo em NADA relativo a mim, tá entendido?! – Ah se ele me respondesse! A minha fúria era bem maior do que se imaginava. - E outra! Não te pedi para fazer nada!! Mas... Obrigado, pelo menos estou respirando.... – Dei uma pequena pausa, para sentir o ar novamente em minhas narinas. - E não vá pensando que essa atitude que fez facilitará as coisas se morrer de novo!

«É, então! Tive que agradecer! Querendo ou não ele reparou seu erro, dando um jeito no meu nariz que estava um pouco... Inutilizado. Suspirei, aparei minha testa com uma de minha mão, tentando acalmar-me já perdi a conta da vez, foi quando eu ouvi aquilo que eu NÃO ACREDITO, naquele EXATO momento, aquele louco me dizer...»

- Algum de vocês dois tem um sanduíche aí?

«Hã? Sanduíche? Aquele insano, babaca, idiota, imbecil, e mais todos os xingamentos que pode se pode associar, tá achando que nós viemos fazer piquenique e nosso iate tá ali no cais nos esperando, com um bando de mulheres gostosas, peitudas, usando micro biquínis? Arregalei os olhos e não resisti à frase!»
- CLAAAAAAAARO, Máscara da Morte, vou ver se na minha mochila.. Ops! Estou sem mochila! Mas não tem problema não! Vou pegar meu celular e pedir pra gente um Big Mac! Pode ser? – Fui extremamente irônico. Não aguentei tal pergunta. Fiz um “palm face” e voltei a falar, depois de um singelo “ai”. - PORRA Cavaleiro de Câncer, tamos numa ilha, no meio do nada, cansados, doloridos, pelo menos eu e o Minos, sem saber onde estamos!!!! Não viemos passar férias, não!! Vê se te toca!! – Empurrei-lhe a testa, como se fosse uma forma de “protesto”. Após vi nossa real situação. - Precisamos achar pelo menos água...

«Sim, caiu a ficha agora! Estava finalmente sentindo sede. Olhei para Minos e pensei em carregá-lo no colo, agachei-me até ele, quando iria movimentar minha mão para fazê-lo, lembrei-me da última vez que eu resolvi por Minos no colo... Passei alguns dias com o Sylphid cuidando das minhas costas... Para não perder a viagem, coloquei a mão no ombro de Minos e tentei dar aquele ânimo ao meu amigo e kyoto»
- Minos, vamos ter que caminhar até achar uma fonte de água limpa e eu tenho que admitir... Estou com sede! Não faço a mínima ideia onde tenha algo assim, mas espero eu, encontrarmos logo logo! E... Se você não puder caminhar, pelo menos posso te ajudar!

«Dei um sorriso, um simples sorriso amistoso, para ver se, ele quisesse ajuda, não me espancasse! Já estava sendo uma barra pesadíssima aqueles pontos vermelhos ardentes, minha boca começando a ficar formigada e o nariz que volte e meia parecia querer entupir... Ter mais feridas, nesta altura do campeonato, abre logo uma fossa, me joga lá dentro e reza pra minha alma, por que vivo, não sairei mesmo!»




Obs.: Sobre a frase: "Pelo menos não fui derrotado por um cavaleiro de bronze... Aí sim, ia ser a derrotada do século!", eu sei que o Aiacos morreu pro Ikki (com a maldita "bênção de Kurumada"), mas vale lembrar que o Aiacos está nesta ilha, antes de acontecer tal tragédia. Ok?! Vê se não me exorcizam por isso! ¬¬

** Povo, é impossível não resistir a trollada! xP
**² Que parto fazer a adaptação a este turno. Mas beleza, tá aí!

A próxima é a Fran, como Leozinho Albafica


_________________

गरुड़ Αιακός... मैं खगोलीय वीरता का सितारा हूँ
http://desciclopedia.ws/wiki/Garuda

13 Re: The Cursed Mysterious Island em Sab Set 08, 2012 6:08 pm

Albafica de Peixes

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Membros Ativos
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Calor... Foi esta sensação que me acordou. Calor em todo o corpo, como se estivesse radiante só para mim aquela estrela flamejante. Sinto-me dentro de um forno à lenha fechado ou a beira de um vulcão, sentindo o calor do magma fervente.

“Espere...”

Penso antes de abrir os olhos, tentando lembrar-me do que aconteceu. Sinto dor, não do Sol, é uma dor interna, forte e desconfortável. Sinto sangue em minha boca, sangue este que também é veneno, o mais letal dos venenos, pois a fatalidade sempre me acompanha e me acompanhará eternamente. Lembro-me da batalha contra aquele espectro. Abri os olhos rapidamente, mas foi um erro. Semicerrei-os, levantando de modo letárgico a mão para cobri-los. Eu havia morrido em batalha e tirado a vida do espectro que ameaçava tudo o que realmente me importava. Maldito Minos! Três vezes maldito seja seu nome! Tinha cabelos alvos e um sorriso detestavelmente sádico!

E agora? Onde estou? E como cheguei aqui? Pisco várias vezes para me acostumar com a luz do dia. Levanto-me sentindo o corpo meio dolorido, olho ao redor e noto que estou em uma floresta tropical, é o que parece, pelo menos. Arrasto-me, praticamente, até dentro da floresta, sentindo o contato das folhas frias, que forravam o chão, com meus pés quentes. Isso me causou arrepios pela espinha. Olho para eu mesmo e noto que estou vestido com uma túnica mortuária branca. Isso não vai dar certo, já estou suando. Preciso de algo para me refrescar.

Ainda no estado semiacordado em que eu me encontro, movo-me até a árvore mais próxima, apoiando-me nela. A túnica vai até os calcanhares, de linho, com gola redonda e mangas de sino, compridas. Minha situação pede água, estou sedento e com certeza vou me atrapalhar com todo esse pano.

“Será que há outras pessoas por aqui? Outros Cavaleiros?”

Tento elevar meu cosmo para tentar fazer contato com alguém, porém nada acontece. Tento outra vez e novamente nada. Tento uma terceira vez e acontece o mesmo: nada, absolutamente nada.

“O que está acontecendo?! Porque não consigo elevar meu cosmo?!”

Penso surpreso. Que lugar é este afinal?! Bem, eu descubro isso depois. Preciso me movimentar, procurar água, mas será difícil andar com esta túnica. Rasgo com facilidade o linho fino, deixando o comprimento no joelho e fazendo duas fendas, uma em cada lado da túnica, assim posso andar melhor, sem me atrapalhar. O calor fez-me arrancar as mangas, rasgando um pedaço, uma tira, na verdade, e cingindo a cintura. Rasgo outra tira para prender no alto os cabelos. Não quero nada me incomodando mais que este Sol, que este ambiente. Estou suado e com muito calor.

Ando um pouco, parando um momento e, com o pano que tenho nas mãos, faço mais tiras, estas agora para proteger meus pés. Como estou sem cosmo energia, fico mais vulnerável a cortes, hematomas, ferimentos, etc. Senti-me mais aliviado quando, depois de cinco minutos caminhando, ouço um ruído de água caindo. Apresso meus passos chegando até uma pequena cachoeira circundada com rochas, parecendo uma piscina natural. Abaixo dela, a água escoava pelas rochas que dão um pequeno acesso ao líquido. Ajoelho-me na borda, primeiro lavando os pulsos e nuca, sentindo o choque daquela deliciosa água fria no meu corpo quente. Solto um suspiro, fechando os olhos, com essa sensação de alívio. Formo concha com as mãos e bebo sofregamente a água, aplacando minha sede quase incontrolável. Bebi mais água do que normalmente beberia.

Com a descoberta da fonte, comida é o que mais tem em uma floresta como esta. Olho ao redor pensando nas coisas que podem aparecer em uma floresta tropical. Isso me parece algo estranho. Sem cosmo, sem lutas. Parece que agora eu sou um humano normal. Isto me preocupa, mas ao mesmo tempo me alegra. Volto-me para a cachoeira e começo a me despir. Desfiz o nó da túnica, retirando-a, enquanto vagava meus pensamentos sobre o que havia acontecido. Será que estou em algum lugar místico, como Asmita às vezes falava, um sonho... Talvez. Mas agora tudo o que eu quero é esquecer-me de tudo isso, pelo menos, por enquanto.



Gente, desculpe a demora! Estava enrolada com coisas da escola! Tentarei não demorar da próxima vez!
Bye bye!

14 Re: The Cursed Mysterious Island em Ter Set 11, 2012 11:22 pm

Afrodite de Peixes

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Languidez. Sinto meu corpo estirado sobre uma superfície estranha, à qual não estou habituado. Quero pensar, mas minha cabeça parece morrer de preguiça.

Aos poucos meus sentidos vão despertando. Sinto meus cabelos espalhados de forma bastante deselegante. Espero que não tenha ninguém me vendo assim. Parte do meu pescoço está exposta, e ela arde. A parte do meu rosto em contato com o chão também está quente. Grãos me arranham.

Em uma tentativa de me reanimar, fecho meus punhos, agarrando areia quente. Sinto algo gelado lamber meus pés; seria agradável naquele calor, se eu estivesse descalço. Mas a água molhando meus sapatos não me trouxe muito alento.

Tirando forças sabe-se lá de onde, tento me erguer, ficando de joelhos. É uma praia. Odeio praias. Já não bastasse o calor grego que tinha de enfrentar no Santuário...

Respiro fundo e, meio cambaleante, consigo ficar em pé. Estou exausto, mas francamente não consigo me lembrar do que fiz para estar tão cansado. Lembro-me vagamente do Muro das Lamentações, mas o resto me escapa da memória. Não era pra eu estar morto?

Ou melhor... não era pra eu estar morto de novo?

Minha cabeça dói... não sei dizer se pelo calor ou se por algum outro motivo. Sinto-me estranhamente fraco. Minha cosmoenergia! Não consigo sentir meu próprio cosmos, o que diabo está acontecendo???

Bato na minha calça para limpar a areia clara. Não faço ideia de como essas roupas apareceram comigo - não me lembro de estar tão bem-vestido antes de... bem, eu diria "morrer". Mas, seja lá de onde essas roupas tenham saído, espero que eu não tenha de devolvê-las a alguém, pois minha calça preta está toda molhada. E eu acho que esses sapatos são italianos. Droga de lugar!

Está muito quente. Mesmo sabendo que não adianta muito, abro alguns botões da minha camisa branca, que a essa altura está ensopada, colada ao corpo, vulgarmente transparente. Lembro-me daqueles concursos da "garota molhada". Aff...

Meus pensamentos ainda estão um tanto confusos. Devo seguir a orla da floresta, sem perder contato com o litoral, e tentar descobrir algo sobre este lugar? Ou devo me embrenhar na floresta em busca de água doce?

Preciso muito de água. Tenho muita sede e preciso tirar o sal dos meus cabelos, que estão em um estado lastimável. Realmente não gostaria que me vissem agora, nesse estado decadente. Meu orgulho seria jogado no lixo.

Suspiro e decido adentrar a mata. Talvez não seja o mais sensato, mas preciso de água e, principalmente, de sombra. Embrenho-me cautelosamente, os ouvidos atentos. Meu coração bate forte, sinto-me extremamente vulnerável. Qualquer ruído mais alto me sobressalta. Tento ao máximo manter a linha reta para não me perder, mas é difícil com tantas árvores.

Será que estou sozinho aqui? O que houve aos outros? Minha cabeça ainda está um tanto lenta, por isso tento evitar essas perguntas. Sinceramente, no momento, preciso cuidar de mim primeiro.



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OFF: Ficou horrível, eu sei x.x No momento o máximo que pude foi dar uma adaptada no meu turno antigo, mas estou exausta e preciso terminar de tabelar uns resultados aqui... qualquer coisa me avisem.

15 Re: The Cursed Mysterious Island em Qua Set 12, 2012 8:09 pm

Kanon de Dragão Marinho

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escreveu:*Abro meus olhos e ainda letárgico tento fitar a figura à minha frente. Aos poucos minhas vistas embaçadas focalizam meu irmão. Parece-me um tanto preocupado e acredito que seja por causa do que houve ontem.*

Ainda me mantenho na mesma posição de antes, sentado, ao lado de meu irmão, esperando que ele pudesse acordar. Com as cutucadas que eu dava, não queria saber ao certo que reação ele iria tomar ou pudesse falar comigo, queria que ele acordasse e saísse deste bendito lugar estranho e perigoso! Eu o vi mexendo, foi então que eu parei de cutucá-lo. Quando ele abriu aqueles olhos, tão esverdeados quando o meu. Suspirei.... Tentava esboçar um sorriso de satisfação!

escreveu: - Kanon... *balbucio um tanto rouco pela sonolência*

(...)*penso levantando-me de uma vez. Esse local parece a cabine de uma espécie de embarcação. Está bem degradado, é verdade. Há algas ainda vivas até mesmo no teto, incrustadas junto a mariscos... Observando melhor, parece que, seja lá o que for isso, estava no fundo do mar até pouco poucos dias atrás.*

Ele mexeu a boca e falou meu nome... Baixo, porém audível! Repousei minha mão e respondi: - Sim irmão, sou eu! - Tentei esboçar alguma felicidade, mas também o vejo se mexer mais ainda! Ele se levantou e também me levantei e guiei minha cabeça ao seu movimento, tentei me manifestar, avisando-o sobre os perigos que o local que estamos era bastante estremo! Ele caminhou, aquilo me fez gelar, ele não sabe o quanto é frágil o lugar que estamos! Ouvi aquilo ranger e meus dentes rangiam juntos!

escreveu: - Que lugar é este, kanon?

Eu iria dizer a coisa mais óbvia do mundo! “É uma cabine de um navio cargueiro encalhado preso a um recife de corais a quase um quilômetro de uma praia de uma possível ilha”, mas preferi dizer algo mais sutil, além do óbvio!

- Estamos no oceano, dentro de um navio encalhado... - Eu parecia estar convicto em minha fala, de que aquilo foi o suficiente para que ele entendesse que estávamos em maus lençóis, no meio do nada, sozinhos e o pior, sem nossos cosmos! Foi quando eu o ouvi de novo...


escreveu: - Porque me trouxe aqui?* pergunto desconfiado e temeroso.* - O que tem em mente?

Fiquei boquiaberto! Como assim, eu o trouxe aqui? De onde ele tirou uma ideia tão absurda?! Ele me acusava com tom estranho, parecia um tanto quanto desconfiado e a sua voz... Espere! Sua voz! Está tão fina e jovial... Não só sua voz como a minha! O que era isso que estávamos passando? Não quis deixar em branco tais palavras, me expliquei, ou tentei, como da última vez!

- Eu não tenho nada em mente, estou tão confuso quanto você! Uma coisa eu tenho certeza; não fui eu que te trouxe aqui. E nem sei como chegamos ou quem nos trouxe!! - Ilusão a minha mais uma vez! Ele não me dava ouvidos e continuava a andar, estava pensativo e observava o local com um olhar analítico. A cada passo que ele dava, eu ouvia o ranger daquelas placas estupidamente enferrujadas e fracas. Apesar dele ser bastante cuidadoso onde pisa, algo dentro de mim pedia para gritar seu nome e o mantê-lo imóvel ou agarrar suas pernas para que ele não pudesse andar.


escreveu:*Então me dou conta de que Kanon ficou para trás, volto-me mais uma vez para ele e vejo-o parado no mesmo lugar em que eu estava quando acordei.*

*Sorrio discretamente para ele, um tanto sem graça ao perceber que me perdi em meus devaneios e acabei por não escutar uma palavra do que ele disse, se é que disse algo. Ele parece ainda mais apreensivo e devo reconhecer que a culpa é minha por acusá-lo antes de escutar suas explicações.*

Quando percebi, ele já estava um pouco distante de mim. Continuei fitando-o. Notei seu sorriso, torto e fechado, como se ele tivesse constrangido, aliás, ele estava, pois eu tive a nítida impressão de que enrubescia. Afinal, o que se passava na cabeça de meu gêmeo? Como eu gostaria de ler mentes...

escreveu: - Kanon... sobre a discussão que tivemos ontem... me perdoe. *digo isso e percebo certa confusão em seu olhar, imagino que ele não esperava por isso, mas continuo:*

Discussão de ontem? Que bendita discussão é essa que ele está a falar? Sinceramente nem sei se ontem foi ontem e que dia foi ontem! A única coisa que eu me lembro que possa ser “ontem”, só eu enfrentando os espectros no Submundo, os dois juízes que quiseram me matar e eu dando um “fim” a Rhadamanthys... Comecei a pensar em que diabos era essa discussão do dia anterior? Será que ele está se referindo àquela discussão que tivemos na Casa de Gêmeos, quando ele invadiu o Santuário? É... Pode ser! Mas por que ele pediria perdão?

- Saga, sobre ontem, eu... - E mais uma vez eu tentava falar...


escreveu: - Sinto muito por parecer tão inflexível, incompreensivo e ausente durante todo este tempo em que vivo no santuário... Imagino o que você tem passado neste tempo se sentindo obrigado a mostrar-se subserviente a mim e esconder-se de todos...

“Espere... Do que ele está falando, afinal?” - Mais uma vez me peguei pensando. Aquelas palavras ecoavam em minha mente, em principal: - Imagino o que você tem passado neste tempo se sentindo obrigado a mostrar-se subserviente a mim e esconder-se de todos... - Subserviente... Esconder-se... Eu apenas me senti assim um pouco depois de Saga ter conseguido a armadura de gêmeos e depois as brigas e mais brigas! Agora que eu compreendo tudo! “A discussão que ele fala... Foi... Há quatorze anos atrás!” - Estava boquiaberto, mas nenhuma palavra saía de minha boca e novamente, antes que eu conseguisse dizer algo, ele me impediu.

escreveu: - Não, Kanon... não! Deixe-me terminar!

Terminar? Quem me impediu foi ele! Possivelmente a expressão de susto que eu fiz ao lembrar-me da discussão de quatorze anos atrás.

escreveu: - Entendo sua revolta em relação à Atena e o Grande Mestre... Mas por favor, não se precipite! Ela é uma deusa e deve ter um motivo para tudo isso! *Kanon se mostra ainda mais agitado e resolvo voltar até ele e mostrar-lhe que ainda estou ao seu lado, que pode contar comigo para desabafar tudo que está sentindo.*

O que está acontecendo com Saga? Por que ele está se lembrando disso justamente agora? Ele não percebe que já passou? Que foi ele quem matou o Shion? Ele esqueceu que Athena salvou a humanidade? Por Athena?! Ele não se lembra mais que fui um marina de Poseidon e ele foi ressuscitado por Hades para invadir o Santuário?

- Irmão, você está enganado! - Estava tão agitado, que no afã de explicar-lhe o que está acontecendo, acabei por me alterar. Eu precisava fazer com que ele se lembrasse!


escreveu: - Olha... No começo eu também fiquei confuso... Ainda estou, é bem verdade. Mas eu ainda acredito Kanon! Eu quero acreditar em Atena, precisamos esperar para ver o que os deuses planejam para nós!

Está certo quando diz que as coisas não aconteceram como esperávamos mas... *não era isso que eu queria dizer... Queria que ele soubesse que eu estou tão confuso quanto ele, mas tenho medo que isso o deixe ainda mais perturbado.*

Aquilo que ele me dizia... Eu já tinha ouvido aquilo! As mesmas palavras que ele me disse há quatorze anos atrás! O que aconteceu? Apesar de sermos gêmeos, estarmos com as mesmas feições físicas, estamos com mentalidades diferentes? Por que eu fiquei com a minha mentalidade de vinte e oito anos, estando num corpo de quatorze, enquanto ele parece realmente ter quatorze, até mesmo nas lembranças?!

escreveu: - Não posso deixá-lo se levar por estes sentimentos. Eu preciso de tua ajuda Kanon!

Com aquelas palavas, agora percebo o quanto errei tentando induzir Saga a corromper-se. Posso ver claramente que as súplicas não eram direcionadas a mim, mas sim a ele! Na verdade, quando ele me pedia para que eu não me corrompe-se, indiretamente ele me pedia ajuda para não se corromper... Como fui cego! “Fiz o pior mal que poderia fazer ao meu irmão!” – Concluí entristecido e fui tomado por um aperto no coração.

escreveu:*acabo por dizer esquecendo-me de onde estou e apressando meus passos em sua direção.*

Ouvi os rangidos das placas, era meu irmão vindo em minha direção a passos rápidos. Voltei a me assustar, com isso dei um passo a frente para impedi-lo, porém aquela placa rangeu, me fazendo parar. Com certeza, aquele lugar ficou bem mais frágil após eu e principalmente Saga, ter caminhado por ali.

escreveu: - Ajude-me a erradicar todo este ódio e revolta que brota em ti através da dúvida e decepção que estão em teu coração! Eu preciso de você! Preciso de teu apoio e... Aah!

- Irmão sobre isso, eu... - Eu mais uma vez fui me explicar, pois temia que tudo voltasse. Não queria que Saga passasse por tudo aquilo outra vez. Só que, tudo o que eu temia aconteceu! Meu irmão foi dragado por uma daquelas malditas placas enferrujadas...

escreveu: - Preciso de teu apoio e... Aah! *o piso embaixo dos meus pés cede e a placa acaba por cair. Levaria-me consigo se eu não fosse mais rápido me segurando na outra placa ao meu lado.*

- SAGA! - Em meio ao susto, berrei seu nome. E em reflexo, joguei meu braço ao ar, como eu pudesse segurá-lo, mesmo ele estando longe de mim. Meu coração disparou, até achei que ele iria sair pela minha boca!

escreveu: - Kanon... Meu cosmo! Não consigo elevar meu cosmo! *tento voltar meu olhar para trás e ver onde está, mas devido à minha posição, não consigo.* - Ajude-me, irmão!

Ouvi sua voz, mesmo sendo de acordo com aquela idade, percebi que ele estava bem. Ouvi seu pedido. Como sucedê-lo? Olhei para algumas das placas e pisei cuidadosamente, mas de qualquer jeito, aquilo rangia.

- Já estou indo, não se preocupe! - A aflição me dominava, queria tirá-lo dali, mas ouvir um som um pouco oco e após algo caindo em água. Virei para trás e a placa que estava atrás de mim havia caído. Um novo golpe de sorte! Senti-me aliviado por não ter ido junto com aquele metal.


escreveu: - Kanon, você está bem?! Tome cuidado, isso aqui está desabando! *não posso esperar por meu gêmeo. Fazê-lo se locomover neste lugar e aproximar-se de mim poderia colocá-lo em risco também.*

- Sim, estou... - Respondi para tranquilizá-lo.

escreveu:Fique onde está! Eu consigo subir sozinho! Espere! *dito usando minha força, que estranhamente parece bem reduzida pela falta de cosmo que até o momento ainda tento elevar, dou um novo impulso conseguindo colocar um dos meus pés encima da placa ao lado.*

Eu me mantive parado, apenas observei as ações de meu irmão.

- Tá... Ok... - Falei de uma forma totalmente estupefata. Torcia, em nome de Athena, para que não acontecesse o pior com ele. E, com o esforço que ele praticava, conseguisse sair. Estava vendo ele colocar um de seus pés sobre o piso, abri um sorriso e já estava começando a agradecer a Athena pela “graça” concedida. Porém, não foi bem isso que aconteceu...


escreveu: - Estou quase conseg...*as duas placas, nas quais me apoiei, se soltam levando-me com elas em uma queda de no mínimo uns 50 metros.*
- Kanoooonnnn!*grito em queda livre, antes de sentir meu corpo bater na água e afundar em velocidade.*

Apreensão... Era o sentimento que me dominava naquele instante, cruzava os dedos na esperança de Saga sair daquele buraco que se meteu. Ao ver aquelas placas cedendo gradativamente, vi também meu irmão cair juntamente com aquilo e eu, em pleno desespero, mergulhei ao chão, escorregando sobre as placas e torci para que elas não caíssem e me levassem com elas, achando que iria alcançá-lo, antes dele cair completamente. Foi tudo em vão, ouvi meu nome ser chamando, ecoando durante a sua queda e sumindo ao forte som de seu corpo atingindo o espelho d'água.

- SAGAAAAAAAA!! - Esgueirava-me até a ponta daquele buraco, cuidadosamente para que eu não fosse junto. Aquilo rangia e demais. Procurava atentamente algum sinal de Saga em meio aquela água e algumas caixas, porém os raios de sol que entravam por entre as fendas do casco não davam uma noção exata de onde meu irmão pudesse estar. Por fim, fazendo jus ao meu título de marina, mergulhei. Demorei a sentir o impacto de meu corpo naquela fria água, afundei rápido, procurei, ainda submerso, algum vestígio de Saga, nada encontrei! Imergi procurando-o desesperadamente.

- Saga?! Saaagaaaaa?! - Minha voz ecoava naquele enorme galpão. - Saga?! Se puder me ouvir... Responda! - Ainda berrava seu nome. Não via nem um vestígio. Onde estará meu irmão? “Athena... Porque se lembraste AGORA que fui um marina? Porque não pensaste em meu irmão, que sempre foi um defensor teu melhor que eu?” – Eu pensava e suspirava... Belo momento para ser abandonado por uma divindade!

- Ok... Zeus? Hermes...?! Afrodite! ALGUM MALDITO DEUS PODE ME OUVIIIIIIIR?!!! - De repente, ao meu lado, algo caiu, olhei para o lado e vi uma placa afundando... Por alguns centímetros não acerta minha cabeça! Ainda procurava meu irmão em meio aquela água turva. Para encontrar meu irmão ainda com vida, apelaria para todos os deuses, até mesmo para Poseidon! - Poseidon... Nem pensar, né? Você não dá chances a um traidor... Principalmente se este for um ex-marina que tentou manipulá-lo em benefício próprio! - Perguntei-me, sei que não era uma boa hora para pensar nessas coisas, mas eu estava desesperado! Então eu vi algo emergindo em cerca de 100 metros de mim, por um instante meu coração parecia ter parado, seria aquilo meu irmão? Nadei, o mais rápido que pude, naquela direção. Fui avistando panos e minhas esperanças cresciam. Sim, era meu irmão boiando ali em frente!

- Saga! Que bom ter... - Droga, ele estava de bruços, o desvirei. Droga, ele havia desmaiado e com isso deve ter se afogado! “Onde eu vou achar um lugar para....” – Olhei ao redor e achei um grupo de containers e um pouco acima do nível da água, havia um velho, enferrujado, carcomido, independente de como estava seu estado, era o melhor lugar plano para onde eu possa arrastar meu irmão e colocá-lo deitado, para que eu possa reanimá-lo. E assim eu fiz.

Já em cima do container, fazia respiração boca a boca. - Saga, acorde! Abra os olhos! Pelos deuses, reaja! - Falava desesperado, enquanto fazia massagens sobre o seu diafragma para que ele pudesse expelir a água que aspirou.


Bom, agora é a Minos.

16 Re: The Cursed Mysterious Island em Dom Set 16, 2012 4:24 pm

Minos de Griffon

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escreveu:*Vejo os dois conversando e permaneço um pouco afastado, eu era minoria ali, afinal. Ouço Minos perguntando como Aiacos quebrou o nariz não espero Aiacos responder que foi o stronzo aqui quem o fez. Chego perto do Aiacos, pego o nariz dele e percebo que não tinha quebrado, só deslocado. Então eu simplesmente torço o nariz do mesmo para o lado contrário e o nariz voltar para o lugar.*

escreveu:*Quando eu ia acusar aquele tonto de ouro, o vi saindo da mata e seguindo para próximo de nós, mais específico, em minha direção, estando na minha frente e colocando mais uma vez, aquela asquerosa mão em minha cara, indo direto em meu nariz, torcendo-o como se fosse uma lâmpada em um bucal.*

*Arqueei a Sobrancelha quando, ainda atordoado, observei uma figura que não me era estranha surgir em meu campo de visão aproximando-se de Aia e, sem nenhuma cerimônia, levar a mão à pequena bola que se tornou o nariz dele e ouvi um estalo peculiar ecoar.*

escreveu:- Presto! Isso ficou feio, mas pelo menos agora tá no lugar.

*Voltei meu olhar para Aia aguardando sua reação. Pelo olhar que ele lhe lançou eu podia jurar que meu amigo iria voar no pescoço daquele serzinho insignificante que agora eu reconhecia como o cavaleiro de Câncer, vulgo mascara da morte e o mataria da forma mais dolorosa que encontrasse. Mas Aia não fez nada além de esbravejar com ele, o que me causou grande estranheza ao julgar por sua personalidade tão impulsiva, que eu conheço muito bem. Como era bom ter Aiacos ao meu lado, mesmo em situação tão precária.*

escreveu:...E outra! Não te pedi para fazer nada!! Mas... Obrigado, pelo menos estou respirando.... E não vá pensando que essa atitude que fez facilitará as coisas se morrer de novo!

*Não consegui esconder o sorriso ao ver a reação de Aiacos àquela frase, na verdade seria um riso se eu não o segurasse e apenas meu sorriso torto, fechado e debochado se formasse nos lábios. Aiacos de Garuda agradecendo um mísero cavaleiro de Atena por literalmente desentortar seu nariz? O que estava acontecendo afinal? Com certeza o mundo havia virado de cabeça para baixo!*

*Então, antes que EU, ao invés do italiano, fosse trucidado, remexi-me tentando levantar. O que vi que não seria tarefa fácil, pois meu corpo estava extremamente dolorido e, agora observando-me melhor... Completamente ensanguentado!*

- Knulle! (merda!) *esbravejei ao perceber a quantidade de mosquitos que faziam a festa sobre mim. O cheiro de sangue com certeza os atraiu, eu já devia imaginar que algo assim aconteceria. Agora além de todo lanhado, ardido e ter um galo enorme na cabeça, teria que aguentar a coceira do sangue seco sobre meu corpo e das picadas dos mosquitos. *

- Preciso me lavar o mais rápido possível! *balbuciei ao pensar que aqueles seres minúsculos poderiam colocar seus ovos nojentos em minhas feridas e a coisa poderia piorar ainda mais. Ergui um pouco meu corpo, ignorando completamente a dor e batendo minha toga, que tinha vários rasgos, certamente feitos pelos finos galhos que encontrei durante minha queda, para tentar inutilmente espantar aquelas coisas pequenas e voadoras que me rondavam.*

*Foi então que literalmente paralisei com o que ouvi e voltei meu olhar espantado para a criatura insana que proferiu a frase:*

escreveu:- Algum de vocês dois tem um sanduíche aí?

*Como assim um sanduíche? O que esse infeliz estava pensando afinal? Que estávamos de férias em um resort situado em alguma ilha paradisíaca? Por acaso aquele retardado era cego? Eu lá, todo ensanguentado, sobrevoado por vários mosquitos que pareciam mais maribondos, cansado, dolorido, com fome, sede... e aquele infeliz falando em sanduíches?!*

*Daria uma boa resposta, uma de minhas especialidades irônicas. Isso se não fosse apenas um inseto insignificante sem honra alguma. Não, não perderia meu tempo com alguém que para mim, sequer existia, afinal qualquer esqueleto, por mais fraco que fosse, tinha mais valor aos meus olhos do que "aquilo", que insiste em achar que é gente. Mas Aiacos adiantou-se e o fez em meu lugar, sinceramente não sei por que perdeu seu tempo dando assunto para um ser tão vil.*

escreveu:- CLAAAAAAAARO, Máscara da Morte, vou ver se na minha mochila.. Ops! Estou sem mochila! Mas não tem problema não! Vou pegar meu celular e pedir pra gente um Big Mac! Pode ser? – Fui extremamente irônico. Não aguentei tal pergunta. Fiz um “palm face” e voltei a falar, depois de um singelo “ai”.
- PORRA Cavaleiro de Câncer, tamos numa ilha, no meio do nada, cansados, doloridos, pelo menos eu e o Minos, sem saber onde estamos!!!! Não viemos passar férias, não!! Vê se te toca!!– Empurrei-lhe a testa, como se fosse uma forma de “protesto”. Após vi nossa real situação.
[size=16]- Precisamos achar pelo menos água...

*É... eu fui irônico ao falar da “ilha paradisíaca” mas pelo que Aiacos disse, realmente estávamos em uma ilha, nada paradisíaca, diga-se de passagem. É verdade... ele já havia dito antes, mas devido ao meu estado de torpor mental quando acordei, sequer atentei para suas palavras.*

escreveu:«Sim, caiu a ficha agora! Estava finalmente sentindo sede. Olhei para Minos e pensei em carregá-lo no colo, agachei-me até ele, quando iria movimentar minha mão para fazê-lo, lembrei-me da última vez que eu resolvi por Minos no colo... Passei alguns dias com o Sylphid cuidando das minhas costas... Para não perder a viagem, coloquei a mão no ombro de Minos e tentei dar aquele ânimo ao meu amigo e kyoto»

- Minos, vamos ter que caminhar até achar uma fonte de água limpa e eu tenho que admitir... Estou com sede! Não faço a mínima ideia onde tenha algo assim, mas espero eu, encontrarmos logo logo! E... Se você não puder caminhar, pelo menos posso te ajudar!

*Vi Aiacos aproximar suas mãos de mim como se fosse me pegar no colo, em reflexo a isso acabei por estreitar os olhos encarando-o e então disfarçadamente ele pôs a mão sobre meu ombro. Ele mais que ninguém sabe o quanto odeio que me tratem como se eu fosse frágil na presença dos outros, eu não sou frágil, nunca fui! Sou um Kyoto e dor e sofrimento a mim nada representam. Não a alguém que está acostumado a lutar até o corpo sucumbir perante ferimentos realmente graves e a presenciar as torturas inimagináveis dispensadas aos que chegam ao Meikai. É... todos passamos por isso, independente de sermos ou não servos de nosso imperador, um dia também chegamos no Meikai como simples almas penadas e até nos tornarmos o que hoje somos, passamos por isso. O que eu estava passando naquele momento não era nada! E foi exatamente com este pensamento e lembrando-me do caminho árduo que passei para me tornar o que hoje sou, que levantei rapidamente prendendo os gemidos em minha garganta, antes que Aiacos tivesse a infeliz ideia de concretizar suas “boas intenções” para comigo e me erguesse nos braços. Sentia-me como se um trator tivesse me atropelado.*

- Eu já lhe disse para deixar de ser exagerado, irmão. Ferimentos como este não são nada para nós, deixe de frescura e atente-se à nossa situação! *olhei para os lados observando mais atentamente o local em que estava e meus olhos pararam em certa direção.*

*Foi então que arregalei os olhos e senti meu corpo estremecer levemente com o calafrio que me percorreu. Aquele local, eu sonhei com ele! Aliás... acabara de sonhar! Mas faltava algo ali... O maldito cavaleiro que tanto me atormenta!*

- Forutanelsen?! (Premonição?)*acabei por pensar alto em um murmúrio que deixou meus lábios misto de surpresa e esperança. Não que eu esperasse dar de cara com um santo que viveu há não sei quantos séculos atrás, claro que não! Isso seria ridículo demais! Completamente impossível! Principalmente porque aquela era, seja lá qual for, havia ficado para trás com a vitória de Atena sobre nós e eu conhecia o cavaleiro de peixes dessa era, Afrodite o nome dele. *

- “Homenzinho mais cheio de ‘não me toques’, aquele!” *pensei comigo mesmo comparando os dois piscianos enquanto punha-me a caminhar naquela direção.*

*Eu realmente não esperava encontrar alguém naquele local, muito menos o cavaleiro do qual sequer consigo lembrar o nome, que vivera há séculos atrás e morrera junto comigo, mas... pensei que talvez, quem sabe... meu subconsciente houvesse me alertado que aquele era o caminho certo a seguir e usara para isto a imagem dona de meus desejos e sentimentos mais ocultos para que eu seguisse por aquele caminho. Além do mais, fora aquele pressentimento de que era a coisa certa a fazer, não tinha mais nada no qual eu realmente pudesse me apegar.*

*Nem me dei ao trabalho de chamar Aiacos ou olhar para trás para ver se me seguiria. Sabia que me com certeza estaria ao meu encalço, pois sempre andávamos juntos e ele confiava bastante em minhas intuições*

“Pena que da ultima vez que intuí que deveríamos ajudar Radamanthys, Aia acabou por perder a vida pelas mãos de um mero cavaleiro de bronze... Lamentável!” *pensei meneando levemente a cabeça em negativa lembrando-me da cena patética protagonizada por meu irmão de consideração, até mesmo Radamanthys ficara boquiaberto com aquilo. Foi realmente algo ridículo de se ver...*

*Quanto ao verme de Atena que ali estava, ignorei totalmente sua existência, pouco me importava se nos seguira ou não. Por mim, se ele simplesmente tivesse um mal súbito e morresse, seria um incômodo a menos, pois com certeza eu não precisaria de nada vindo daquele traste inútil.*

*Aia estava comigo e só ele me bastava. Aliás... em situações corriqueiras só eu costumo me bastar. Que o digam os cavaleiros de bronze sortudos que se safaram de mim por causa da maldita explosão provocada pelos cavaleiros de ouro em Giudecca.*

- “Maldita explosão... maldita hiper-dimensão!” *completei perdido em minhas inúteis divagações enquanto seguia meus instintos e prosseguia pelo caminho que se tornara tão conhecido para mim devido ao sonho que me foi tão claro. Mesmo eu nunca estando ali, conhecia aquele caminho como a palma de minha mão. Que estranho foi aquilo!*

*Depois de um bom tempo de caminhada, pude escutar o peculiar ruído alto de água em movimento... talvez seja um rio revolto ou uma queda d’água. Apresso meus passos em pensar no alívio que terei ao banhar-me e matar a sede intensa que me aflige e não demoro a mirar a clareira iluminada que vira em meu sonho. Corri, corri por entre as árvores em uma leve descida até ela, já sentindo o alívio de saber que logo, logo estaria limpo e saciado.*

*Mas ao sair da clareira e deparar-me com a visão completamente paradisíaca do local, estaquei meus passos contemplando em choque certo homem de corpo esculpido, madeixas longas e turquesa que se banhava tranquilamente às margens da piscina natural, completamente nu! Novamente um forte calafrio voltou a percorrer-me e sequer percebi que estava boquiaberto. Entorpecido pelo turbilhão de sentimentos e pensamentos difusos que me abateram, sequer tive ciência de quanto tempo permaneci paralisado ou se alguém, seja Aia ou o verme que talvez ainda estivesse conosco, havia me dito algo. Quando voltei a mim, caminhei vagarosamente até as margens do local, sem conseguir tirar os olhos de cima da bela figura, mas estaquei novamente meus passos a cerca de uns cinco metros, pensando se aquilo não era uma espécie de miragem ou ilusão criada por algum inimigo para me confundir.*

- Não pode ser! Isso é completamente surreal! Este homem... devia estar morto há séculos! *murmurei em estado de transe ao observar mais claramente seu rosto e certificar-me de que era realmente ele*

- Peixes?! *acabei por dizer um pouco mais alto, chamando intencionalmente sua atenção. Talvez não fosse ele... Minha mente recusava-se a acreditar que realmente era!*




Desculpem a demora, eu andei muito ocupada com meu trabalho e não rolou postar.
É a vez da Fran, espero que não demore muito desta vez.



Última edição por Minos de Griffon em Sab Set 29, 2012 9:02 pm, editado 5 vez(es)


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17 Re: The Cursed Mysterious Island em Dom Set 23, 2012 10:04 pm

Albafica de Peixes

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Termino de me despir, desatando a tira que prende meus cabelos. Deixo as roupas sobre uma rocha seca e nu entro na água aos poucos, ainda pensativo. Estremeço ao sentir o choque do calor de meu corpo com a água gélida. Caminho até imergir na água que agora estava no nível da cintura; as mechas dos meus cabelos estavam espalhadas, boiando sobre a água.

Pego de novo a água com as mãos em concha e jogo um pouco em meu corpo, deixando-a escorrer pelos ombros; o líquido brilhando no Sol sobre minha pele. Senti-me relaxado até que mergulho totalmente, emergindo um pouco perto da borda oposta a qual tive acesso. Tiro a franja dos olhos, fazendo as mechas irem para trás.


*Mas ao sair da clareira e deparar-me com a visão completamente paradisíaca do local, estaquei meus passos contemplando em choque certo homem de corpo esculpido, madeixas longas e turquesa que se banhava tranquilamente às margens da piscina natural, completamente nu! Novamente um forte calafrio voltou a percorrer-me e sequer percebi que estava boquiaberto. Entorpecido pelo turbilhão de sentimentos e pensamentos difusos que me abateram, sequer tive ciência de quanto tempo permaneci paralisado ou se alguém, seja Aia ou o verme que talvez ainda estivesse conosco, havia me dito algo. Quando voltei a mim, caminhei vagarosamente até as margens do local, sem conseguir tirar os olhos de cima da bela figura, mas estaquei novamente meus passos a cerca de uns cinco metros, pensando se aquilo não era uma espécie de miragem ou ilusão criada por algum inimigo para me confundir.*

- Não pode ser! Isso é completamente surreal! Este homem... devia estar morto há séculos! *murmurei em estado de transe ao observar mais claramente seu rosto e certificar-me de que era realmente ele*

- Peixes?! *acabei por dizer um pouco mais alto, chamando intencionalmente sua atenção. Talvez não fosse ele... Minha mente recusava-se a acreditar que realmente era!*

Subi a mão em concha por um braço, espalhando a água cristalina e gélida por ele, suspiro de alívio fechando os olhos, minha mente ainda vaga por lugares míticos e possíveis causas para ter sido retirado do meu sono eterno, quando ouço uma voz familiar me chamar. Muito familiar. Assusto-me, abrindo os olhos como se despertasse por sineta. Paro de molhar o braço, deixando a água escoar por entre meus dedos. Como eu não havia percebido a presença dele? Volto-me para o dono da voz conhecida.

- Você...

Foi o que consegui pronunciar inicialmente. Eu não podia acreditar que estava diante dele novamente. Bem, é bom encontrar alguém conhecido, mas precisava ser ele?! Tinha que ser justamente ele?! As lembranças daquele dia, daquele fatídico dia, retornaram a minha mente e, junto com elas, o sentimento de raiva também.

- Minos de Griffon, não posso acreditar que...

Pronunciei com a voz rouca. De repente me dei conta da óbvia situação de que estou sem armadura, sem cosmo e... Completamente nu. O resultado foi um avermelhar nas maçãs de meu rosto que nada tinha a ver com o Sol. Recomponho-me rapidamente molhando um pouco o rosto para depois aproximar-me da margem mantendo meus olhos fixos no Juiz. Não daria margem para ele me atacar, embora ele não demonstrasse nenhum perigo; mesmo assim eu devo ficar atento. Dele eu espero tudo, absolutamente tudo!

- De tantos que eu poderia encontrar, precisava ser justo você?!

Sentia raiva, muita raiva e fiz questão que ele notasse isso. Quando eu ia dizer para ele não se aproximar, me dei conta de que o Kyoto estava sem sua súrplice, todo ensanguentado e com as roupas em péssimo estado.

- Vejo que não está trajando sua surplice... - O comentário óbvio escapou por meus lábios, era estranho vê-lo sem aquela armadura mórbida e ainda mais perturbador vê-lo naquele estado lastimável quando até mesmo em nossa batalha sangrenta Minos conservou-se intacto até sua morte.

Não consigo sentir sua cosmo energia, talvez ele também esteja sem cosmo. Será que isso vale para todos que se encontram neste lugar? O observo por algum tempo. Como ele ficou neste estado e o que ou quem o teria deixado assim? Pelo visto este lugar é mais cheio de mistérios do que eu imaginava o que inspira maiores cuidados. Bem, ele também poderia ter enfrentado outro cavaleiro, o que explicaria seu estado deplorável. Será que há outros cavaleiros aqui? Se houver, espero encontrá-los logo. Ficar sozinho com Minos neste lugar não é boa ideia. Mas e se não tenha sido outro cavaleiro? E se foi outro inimigo? Se for, não consigo pensar em ninguém. Quem poderia ser? Também começo a pensar se talvez não tenha sido Minos que tenha me trazido para este lugar. Talvez isso seja uma das Oito Prisões do Submundo e ele esteja me mantendo preso aqui. Afinal, era pra eu estar morto. Será que é isso mesmo? Bem, como já disse antes, dele eu espero tudo. Preciso ficar atento a ele, a cada movimento, cada passo, enfim... A tudo! Não posso me distrair mais!

Rapidamente estiro-me até a túnica, vestindo-a enquanto saio da água. Abaixo-me para pegar uma das tiras de pano para amarrar na cintura, quando percebo o ferimento em minha mão. O corte era pequeno, porém profundo e o sangue já minava por ele formando uma trilha escarlate pelo meu dedo mínimo.



Desculpe pela demora de novo gente! ç.ç Desta vez foi por falta de vergonha na cara mesmo! u.u
Mas está ai e espero que tenha ficado bom! =D

18 Re: The Cursed Mysterious Island em Seg Set 24, 2012 10:38 pm

Aiacos de Garuda

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«De todas as coisas MERDAS que aconteceram neste fim de mundo, saber que Minos estava bem era das coisas a que eu mais festejei. Apesar das urticárias me pinicando, coçando, ardendo, aquela vontade enorme de arrancar aquilo da minha pele... Isso sem contar com o soco no meio do rosto e eu sentindo o lábio pesado, em que torcia para não olhar meu reflexo e ver uma beiça protuberante ao invés de lábios.... Ver meu companheiro e amigo, praticamente irmão, vivo, foi uma das melhores coisas que eu podia ter tido, em principal, no momento em que estou!»
(...) em reflexo a isso acabei por estreitar os olhos encarando-o e então disfarçadamente ele pôs a mão sobre meu ombro. Ele mais que ninguém sabe o quando odeio que me tratem como se eu fosse frágil na presença dos outros, eu não sou frágil, nunca fui! Sou um Kyoto e dor e sofrimento a mim não representam nada.
«Juro que... Em algum instante de minha vida, ter visto um pequeno raio vindo do olhar de Minos ao querer erguê-lo, estranhamente daquela voluptuosa franja, consegui ver aqueles dourados olhos... Possivelmente, deve ter sido isso que me deu um novo gelo na espinha. Mas de qualquer jeito, apenas evitei tal coisa. Eu já estava um pouco contrariado, ao vê-lo se remexer um pouco, mas sei o quanto ele é orgulhoso em não querer se ajudado... Tudo bem! Que se foda! Mas ele sabe que estarei sempre pronto para ajudá-lo!»
Eu já lhe disse para deixar de ser exagerado, irmão. Ferimentos como este não são nada para nós, deixe de frescura e atente-se à nossa situação!
- Er... Eu sei disso! Mas... Não estou sendo exagerado! E tu sabes muito bem, quando eu estou exagerando, eu sou estupidamente exagerado! «Apesar de eu ter falado aquilo e me hesitado a ajudá-lo, o vi se levantando, quase com a maior dificuldade do mundo para levantar-se, não quis ajudar, como falei, nesta altura do campeonato e minhas belas condições, tomar um novo tapa, poderia ser visto como minha morte!»

«Quando achei que ele iria caminhar, ele estava com um semblante bastante estranho, ele não apenas levantou, parecia até bem disposto para quem estava quase morrendo. Percebi que ele estava olhando para todos os lados, como se conhecesse aquele local. Aquilo chamou a minha atenção, quis entender o que acontecia, tentava seguir seus passos, não sua caminhada, mas sim entender o que se passava na cabeça daquele outro kyoto. Dei uns dois passos a frente e ele parecia ali, guiado por uma força estranha que o puxava só para onde ele sabia que era. Foi aí que ele começou a caminhar de fato. Peguei minhas coisas e o segui.»

«Seguia-o como uma sombra, assim como fazia no Submundo. Mas, apenas quando éramos chamados ou quando Minos me chamava, sempre pelo fator “intuição”... Sim, eu acreditava nisso, claro! Se nós espectros possuímos o 8º sentido, o 6º não passava apenas de uma coisa boba vista em filme! Essas caminhadas sempre tinham, praticamente todos os dias... E... Não sei porque, agora temo caminhar com Minos... Como se... Ele... Um dia... Tivesse me levado à beira da morte! Nessa porra de lugar só tô tendo sensações completamente estranhas! Como se aquele sonho, que constantemente eu tenho, tivesse sido real. Mesmo assim, eu o segui»

«Continuava a caminhar, sempre atrás de Minos, não me importando se havia mais alguém comigo, nem aquele enjoado e estúpido cavaleiro de Athena. Ô criatura enjoada que não deveria ter o perdão, nem muito menos a bênção de Athena! Fazer o quê? O melhor que eu pude fazer, foi realmente ignorá-lo, desde a praia estou fazendo isso com aquele filho da puta! Andava a passos firmes, como se quisesse quebrar todos os galhos, folhas, bichos, cascas.... O que viesse na frente! Além de eu estar muito fulo da vida com TUDO o que aconteceu de ruim, ou melhor, a maioria das coisas que aconteceram comigo, estava num lugar estranho, sem minha súrplice, sem meu cosmo, seu meu fodástico Galactica Illusion e isso sem contar com o meu Garuda Flap! Estávamos chegando próximos de algo, tinha quase certeza disso! Tanto que vi Minos correr...»
(...) Corri, corri por entre as árvores em uma leve descida até ela, já sentindo o alívio de saber que logo, logo estaria limpo e saciado.
«Ele correu, parecia correr como um escravo que corria em busca da tão sonhada liberdade. Eu fiquei vendo aquilo pasmo, mais uma vez queria entender qual era a de Minos. Não corri, porque achei estupidamente desnecessário. Deixe-o fazer aquilo. Sabe-se lá porquê! Mas, para continuar em seu encalço, apertei ainda mais meus passos, foi quando eu dei de frente com o que parecia fazer meu amigo e companheiro feliz. No fim do túnel, quero dizer, da maciça floresta, havia uma claridade muito forte! Não sei por que, mas deu-me uma vontade de gritar: não vá pra luz, Caroline!, mas, mesmo assim, não o fiz.»
Mas ao sair da clareira e deparar-me com a visão completamente paradisíaca do local, estaquei meus passos contemplando em choque certo homem de corpo esculpido, madeixas longas e turquesa que se banhava tranquilamente às margens da piscina natural, completamente nu! Novamente um forte calafrio voltou a percorrer-me e sequer percebi que estava boquiaberto. (...)
«Estreitei os olhos, para evitar tal claridade, foi aí que eu vi Minos parado como dois de paus lá na frente!» “Que diabos está acontecendo com Minos? Será que a queda que originou o tal galo na cabeça foi tão forte assim, que misturou os miolos de meu companheiro?” «Não pude evitar o pensamento tão absurdo! Mas parecia-me que era o que meu cérebro quis formar. Estava deduzindo então qual era aquela maneira do outro estar totalmente parado. Enfim, cheguei próximo a Minos.»

«Nem me toquei como era a visão a minha frente, apenas fiquei observando e analisando aquela estátua viva, toda rasgada, machucada, ensanguentada e umas porras de muriçoca que teimavam em sobrevoar nós dois. Estava ao seu lado e percebi o quão paralisado se encontrava o Minos, a única coisa que eu sabia, era apenas que ele estava respirando, menos mal, ÓBVIO! Mas aquela cara, sem ação nenhuma... Deixou-me tão curioso, que instintivamente passei minha mão de fronte ao seus olhos, ou de sua franja... Ok, aquela barreira capilar que oculta olhos... Que, até onde eu sei, enxergam! Eu entendo isso! Eu sei como é ter franja na cara! Mas branco é bem diferente de preto! Então, fiquei fazendo aquilo igual um panaca, como se eu tivesse numa comédia pastelão. Foi aí que...»
(...) Quando voltei a mim, caminhei vagarosamente até as margens do local, sem conseguir tirar os olhos de cima da bela figura, mas estaquei novamente meus passos a cerca de uns cinco metros, pensando se aquilo não era uma espécie de miragem ou ilusão criada por algum inimigo para me confundir.(...)
«Ok! Comecei a ver Minos caminhando, totalmente desligado, como se algo o puxasse mais para frente. Com isso, eu me afastei, dando passagem para ele. Novamente, pensamentos sem nexo invadiam a minha mente... Será que se eu tivesse gritado ou se eu gritasse agora “Não vá para luz Caroline!”, iria funcionar? Não sei... Era capaz de tomar um tapa ou então, Minos me xingar! Como eu não queria nenhuma das duas coisas, resolvi apenas olhar e ficar em alerta, sabe-se lá o que pode acontecer ao meu irmão de consideração? Mas ao vê-lo daquele jeito, totalmente sem rumo, sem consciência, sem o jeito dele normal, parecia um zumbi... Zumbi?! Ok... Esta coisa que estamos, seja ela uma ilha, um arquipélago, um continente, o diabo que for, é bastante estranha! Acho que nem em Lost tinha tanto problema quanto aqui!»

«Vi Minos chegar a beira de algo, dei uns dois ou três passos à frete, mas ainda não havia percebido o lugar que nos encontrávamos, apenas meu olhar se dirigia para Minos. Foi aí que eu vi algo branco, bem branco, tão branco quanto Minos e Lune, e lânguidos cabelos turquesas no meio ao vastidão, pois, até aquele momento, estávamos à beira de um precipício, percebendo em fim, havia mais uma pessoa na ilha, que, de preferência, não fazia a MÍNIMA ideia de quem era. Apenas fiquei olhando, como uma boa plateia em um teatro.»
Não pode ser! Isso é completamente surreal! Este homem... devia estar morto há séculos!*murmurei em estado de transe ao observar mais claramente seu rosto e certificar-me de que era realmente ele*
«Que diabos o Minos disse? Não foi grego, não foi norueguês, não foi nenhuma língua estranha que eu desconheça... Os murmúrios que manifestou soavam-me como qualquer outra coisa, tentei entender, mas aos poucos, a preocupação com Minos fora diminuindo, pois, o barulho vindo de uma pequena cascata, “tapava” minha audição.»
Peixes?!
«Ao ouvir aquilo, despertei-me para a visão local! Uma paradisíaca cena, digna de contos e filmes, foi então que eu atentei-me de que o precipício era na verdade um lago de dimensões medianas. A palavra “peixes” ecoava em minha mente e, de súbito pensei: “NOSSA! Peixes! Ou o Minos deve estar morrendo de fome ou realmente tem peixes no lago!, corri em direção ao lago, para ver se realmente havia peixes, não sou um exímio pescador, mas nos momentos de necessidade, a gente vira até chefe de cozinha!»

«Foi então, em meu momento de lucidez percebi o que era o “Peixes”, olhava tudo ao meu redor, agora, cada pedacinho daquilo fazia-me sentido, a cachoeira, o lago, o ser branquelo de lânguidos cabelos turquesas... Era o sonho que Minos sempre me contava, um sonho que sempre o deixava inquieto, era tão perturbador, se não fosse mais, do que meu sonho, que sempre padecia nas mãos do cavaleiro de Fênix. Argh!! *Arrepio* Parei onde estava e comecei a ver passo a passo do que acontecia, não queria me meter... Apenas queria saber o que era aquilo tudo. Cheguei a me beliscar, mas a anta aqui, se belisca mediante uma das erupções cutânea e sério... ARDE PRA CARALHO!»

«Enquanto eu esfregava aquela região beliscada para aliviar a dor que eu mesmo causei, avistei a coisa mais maravilhosa que uma pessoa, como eu, poderia ter visto naquele instante e lugar! Um pé de aloe vera, ou de babosa, como preferirem! Agora minha mente só pensava no refrescante alívio que aquilo iria me proporcionar e acabar de vez com essa maldita coceira e ardência! Encaminhei para aquela direção, ignorando completamente o Minos, além do tal branquelo que estava por um acaso ali... Segui em direção da felicidade, só não saltitei, porque ia ficar barra pesada demais para mim! Mesmo assim, MUITO feliz, fui até aquela planta, quase a bolinei de tanta felicidade! Mas lembrei-me que algumas partes da planta pinicam e não é muito bom já estar todo fudido e ficar mais ainda... Então, selecionei a “folha” que mais me agradou e que poderia fornecer o alívio tão esperado por mim!»

«Ao retirar aquela “folha”, segui para a beirada do lado, numa pedra bem protuberante e que dê para eu colocar aquilo de um modo que eu possa abri-la e me utilizar desta. Achei a babosa, achei a pedra... Só faltava-me algo para cortar aquele palmo. Catei no chão uma lasca de pedra, foi aí que eu lembrei de meu molho de chaves... Sim, eu tenho um molho de chaves! Com algumas chaves de Anterona, mas tenho! Apanhei meu chaveiro e com uma das chaves, foda-se se eu a fuder, depois eu troco a fechadura! Comecei a cortar aquilo, delicadamente, como se estivesse numa sala cirúrgica, fazendo um angioplastia. Consegui cortar aquele palmo do jeito que eu queria. Finalmente, com aquela coisa babenta em meu poder, vibrei»

- Er... Tipo... «Estava indagado. Queria chamar a atenção do povo» - Ninguém vai ficar triste se eu tirar a roupa, né? «Apenas queria saber. Olhei para o redor do lago e dei de ombros» - Sabe de uma coisa? Foda-se para vocês, quem quiser, que feche os olhos! «Falei num tom baixo, normal, nem sei se eles me ouviram ou não. Retirei aquele pano que enrolava a minha cintura, fiquei apenas com a cueca box negra com detalhes em cinza claro, joguei aquilo para o lado e me foquei apenas no palmo. Retirava aquela baba escorrida e tascava no meu corpo, começava a sentir aquela sensação de alívio...» - AAAAAAAAAAAAAAAAH!!! QUE MARAVILHA!! «Nossa, parecia até que eu tava gozando... Não, eu não fiz essa coisa... Apenas soltei um suspiro de alívio seguido por um “maravilha” o que isso tem de mal? Passei aquilo pelos braços, ombros, peito, barriga, até nas pernas! Apenas me faltava um lugar!» - Droga, queria tanto que alguém passasse em minhas costas.... «Olhava para aqueles dois, mas parecia que ir até lá e eu tava tão acomodado, ia ser um parto.... Apenas suspirei triste.»


Pronto! o/
(P.S.: Era para postar mais cedo, porém, rolou pequenos contra-tempos...)
Agora é só esperar a Fê aparecer e postar a parte do MDM.


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19 Re: The Cursed Mysterious Island em Seg Out 01, 2012 7:18 pm

Máscara da Morte_TCMI

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Principiante
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Podia ser só impressão minha, mas aqueles dois pareciam ser um pouco mais que fratelli¹ . Eu ouvi toda a conversa dos dois e, sinceramente? Aquele jeito meio stretto² não combinava nada, nada com ele.

Aia ... Pfff...

Falando em Aia, ele ficou irato³ quando eu consertei o nariz dele. Não estava doendo? Para quê fazer essa cara de enfezado, afinal? Ele enfiou aquele dedo cheio de... de... cazzo na minha cara e o ódio que estampava a cara dele... Cara, quando eu morresse de novo, eu estava fodido .

- Olha aqui, Máscara da Morte, você está PROIBIDO de mexer em alguma parte do meu rosto! Não quero você mexendo em NADA relativo a mim, tá entendido! – (...). - E outra! Não te pedi para fazer nada!! Mas... Obrigado, pelo menos estou respirando.... E não vá pensando que essa atitude que fez facilitará as coisas se morrer de novo!

Viu? O cara faltou só voar no meu pescoço e soltar um Garuda Flap nas minhas fuças. Mas ele acabou agradecendo. Aiacos parece ser uma figura bastante interessante.

- Algum de vocês dois têm um sanduíche aí?

- CLAAAAAAAARO, Máscara da Morte, vou ver se na minha mochila.. Ops! Estou sem mochila! Mas não tem problema não! Vou pegar meu celular e pedir pra gente um Big Mac! Pode ser? – (...) - PORRA Cavaleiro de Câncer, tamos numa ilha, no meio do nada, cansados, doloridos, pelo menos eu e o Minos, sem saber onde estamos!!!! Não viemos passar férias, não!! Vê se te toca!! – (...)

Eu juro pela minha mamma morta que eu tentei segurar a risada. Eu juro que tentei. Comecei a rir freneticamente. Não sabia que os dois iam ficar tão azedos por causa de uma pergunta idiota dessa. Pelo menos eu descobri que tanto Minos quanto Aiacos estão sem o cosmo deles. Descoberta interes...

(...) Empurrei-lhe a testa, como se fosse uma forma de “protesto”. Após vi nossa real situação. - Precisamos achar pelo menos água...

MAS O QUÊ CAZZO ELE PENSA QUE ESTÁ FAZENDO? Com o empurrão dele, desequilibrei e caí para trás, tropeçando na raiz de uma árvore e caí de bunda no chão. Recolhi toda a minha dignidade caída no chão e limpei inutilmente minhas roupas, até por que Aiacos e Minos Têm razão: precisamos achar uma fonte de água potável e alguma coisa para curar esses dois aí. Já que eles são os únicos por aqui (pelo menos que eu saiba), é melhor que eles fiquem sadios; não vou ficar carregando morente¹¹ por aí e doentes eles não me servem de nada.

Eu estava ocupado demais me levantando e recompondo que não ouvi patavinas da conversa dos dois; quando dei por mim, Minos estava andando mata adentro e parecia que sabia o caminho. E Aiacos o acompanhou.

- Cazzo, onde esses dois pensam que vão?

E comecei a seguir os dois, já que não tinha outra opção. Sozinho na mata é que eu não ia ficar. Quando já tínhamos andado um pouco, Minos começou a correr e Aiacos apertou o passo para poder segui-lo. Apertei o passo também e pouco depois eu e Aiacos (que fazia um ótimo trabalho me ignorando) apertei os olhos por conta de uma porra de claridade insuportável. Minos parou de repente e ficou que nem estátua e Aia foi para perto fazer sei-lá-o-quê.

Quando Minos voltou a caminhar, andei junto e cheguei mais perto de onde os dois giudice estavam. Foi quando vi(mos) uma pessoa muito parecida com o Afrodite na beira do que, chegando um pouco mais perto, se mostrou um lago.

Me lembrava o Afrodite mas era óbvio que não era ele.

Não pode ser! Isso é completamente surreal! Este homem... devia estar morto há séculos! (...) Peixes?!

Peixes??

- Quem será ele?

Não deu para eu ver muito mais do cara pálida e do Minos, por que o Aiacos veio quase saltitante de felicidade em direção ao que vi ser um pé de babosa e trombou em minha pessoa. Outra vez, Aiacos me levou ao chão. Me levantei (de novo) com uma calma que não é minha e o observei abrir uma folha da planta como se estivesse esquartejando cuidadosamente alguém. Depois ele disse alguma coisa que eu definitivamente não ouvi e tirou a roupa, para depois começar a passar o que parecia o néctar dos deuses. Sério, parecia que o Aiacos estava gozando!

Droga, queria tanto que alguém passasse em minhas costas....

Cheguei mais perto do Aiacos para atender o pedido dele. Tomei a babosa da mão dele (que já estava nos finalmente) e comecei a passar nas costas dele. Vamos ver até onde ele agüenta.

- Assim está bom, Aia?

Fiz questão de frisar o apelido carinhoso. É hoje que morro.





¹ irmãos
² acanhado
³ enfurecido
¹¹ moribundo

Próximo turno: Minos

20 Re: The Cursed Mysterious Island em Ter Out 02, 2012 8:25 am

Minos de Griffon

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Albafica de Peixes escreveu: - Você...

Foi o que consegui pronunciar inicialmente. Eu não podia acreditar que estava diante dele novamente. Bem, é bom encontrar alguém conhecido, mas precisava ser ele?! Tinha que ser justamente ele?! As lembranças daquele dia, daquele fatídico dia, retornaram a minha mente e, junto com elas, o sentimento de raiva também.

- Minos de Griffon, não posso acreditar que...

*Depois do susto inicial de nosso reconhecimento mútuo, o qual pareceu demorar uma eternidade ao mesmo tempo em que o tempo pareceu parar, ele se portou como previ. Obviamente eu não esperava boas vindas da parte dele. Claro, ele me odiava! Eu não deveria odiá-lo também? Afinal, ele também me matou! Bom, seja lá quais fossem meus sentimentos naquele momento... As palavras daquele pisciano me despertaram para a realidade. Lembrei-me de que somos inimigos e, principalmente, que eu precisava urgentemente beber água e tomar um banho!*

Albafica de Peixes escreveu:De repente me dei conta da óbvia situação de que estou sem armadura, sem cosmo e... Completamente nu. O resultado foi um avermelhar nas maçãs de meu rosto que nada tinha a ver com o Sol. Recomponho-me rapidamente molhando um pouco o rosto para depois aproximar-me da margem mantendo meus olhos fixos no Juiz. Não daria margem para ele me atacar, embora ele não demonstrasse nenhum perigo; mesmo assim eu devo ficar atento. Dele eu espero tudo, absolutamente tudo.

*Eu já estava pronto para escutar pacientemente todo aquele discurso sobre eu ser um espectro sádico, maligno, servo do imperador do inferno e blá, blá, blá... Cheguei a revirar os olhos imaginando que teria que aguentar algumas horas de falácias até que ele deixasse a fonte e eu finalmente pudesse utilizar da água cristalina para me banhar. Ele pareceu perceber sua situação bastante... “constrangedora”, diante de mim. Tive a nítida impressão de vê-lo enrubescer antes do mesmo levar um pouco de água ao rosto e lavá-lo como se assim pudesse despertar de um pesadelo. Então penso que deveria ser eu a lavar o rosto para acordar, pois se tem alguém aqui que está em um pesadelo, definitivamente esse alguém sou eu!*

- De tantos que eu poderia encontrar, precisava ser justo você?! – Pronunciei com a voz rouca.

Sentia raiva, muita raiva e fiz questão que ele notasse isso. Quando eu ia dizer para ele não se aproximar, me dei conta de que o Kyoto estava sem sua súrplice, todo ensanguentado e com as roupas em péssimo estado.

"É... não vai ser nada fácil!" *pensei enquanto o observava. Aquele homem estava tão indignado com a minha presença que sequer se dera conta de nossa atual situação. Eu ali parado, sujo, ferido, ensanguentado, todo me ardendo e coçando, cheio de febre, com fome, com sede e... sem cosmo! E ele ali, como veio ao mundo, gozando das águas cristalinas daquela piscina natural.*

"Por Hades, eu preciso me banhar!"


Albafica de Peixes escreveu: - Vejo que não está trajando sua surplice... - O comentário óbvio escapou por meus lábios, era estranho vê-lo sem aquela armadura mórbida e ainda mais perturbador vê-lo naquele estado lastimável quando até mesmo em nossa batalha sangrenta Minos conservou-se intacto até sua morte.

"Oh... brilhante dedução!"* Pensei irônico. Minha surplice não é do tipo que se consegue esconder no bolso!*

Albafica de Peixes escreveu:Rapidamente estiro-me até a túnica, vestindo-a enquanto saio da água.

*Vi o cavaleiro estirar-se na margem onde eu o observava, pegar uma túnica branca, que parecia ter sido rasgada na barra, e vesti-la. Aquela túnica não me era estranha, parei para analisá-la e estranhei ao perceber que parecia uma veste mortuária.*

"Ele estava mesmo morto?" *Eu pensei estranhando mais ainda. Se estivesse morto, isso queria dizer que meu senhor o havia ressuscitado!*

"Não... impossível, meu senhor não faria isso!" *tudo bem, Hades-sama ressuscitou seis cavaleiros de ouro na ultima guerra, mas tinha uma finalidade. Agora... não fazia sentido algum ressuscitar aquele cavaleiro que vivera há não sei quantos séculos atrás. Qual utilidade ele teria para meu senhor? Principalmente a julgar por sua reação, ele não me parecia resignar-se a servir meu imperador.*

"Não... com certeza isso não é obra de meu imperador!" *concluí.*

Albafica de Peixes escreveu:Abaixo-me para pegar uma das tiras de pano para amarrar na cintura...

*Observei-o abaixar-se lentamente, com o olhar desconfiado fixo em mim, como um animal acuado pronto para dar o bote, aguardando seu predador atacá-lo para que possa de algum jeito reagir e assim escapar. Tateava lentamente junto às pedras da margem como se procurasse algo entre elas, talvez planejasse tomar a mais pontiaguda nas mãos e assim apedrejar-me. Levando-se em conta que tanto eu quanto Aia e Mask não conseguimos manifestar cosmo, talvez Peixes também esteja impedido disso então não seria de se estranhar que ele buscasse algo para se proteger de mim.*

“Ele pretende apedrejar-me agora? Ah... mais que ótimo!” *Entortei os lábios prevendo mais galos em minha cabeça, pois já que eu não teria como me defender, apenas me restaria apanhar, porque correr eu não correria.*

*Ahhh... mais nem morto que eu correria! Mesmo sem cosmo, ainda sou um juiz do submundo e não daria a ele o gostinho de sair correndo como um mortal faria em meu lugar. Ficaria e o enfrentaria, mesmo que isso significasse levar algumas pedradas na cabeça, trocar socos e pontapés!*

Albafica de Peixes escreveu:... quando percebo o ferimento em minha mão. O corte era pequeno, porém profundo e o sangue já minava por ele formando uma trilha escarlate pelo meu dedo mínimo.

*Estreitei os olhos ao perceber um filete de sangue escorrer por seu dedo mínimo e algumas cenas de meus sonhos vieram em minha mente:*

Lembranças escreveu:*Vejo Deep envolto em uma névoa vermelha e peixes sorrir, o mesmo sorriso pretensioso que acabara de dirigir a mim, erguendo a mão com a palma para cima em sua direção.*

- Idiota! Como se um veneno fraco como o seu fosse funcionar comigo! Eu vivo junto com estas rosas venenosas há longos anos. O sangue que corre em minhas veias tornou-se um veneno!

*O ouço balbuciar*

*Observei, atônito, a névoa se tornar grandes dardos fiados pontiagudos e metralharem Niobe.*

- A névoa de sangue atacou como flechas!*lembro-me de murmurar um pouco impressionado.*

- O veneno das rosas demoníacas não funcionou em você porque você usava sua própria técnica. Deep Fragrance, para formar uma barreira e se proteger. Neste caso, sinta meu sangue envenenado diretamente em seu corpo!

*Observo Deep dar alguns passos incertos e cambaleantes em direção a peixes e tombar morto sobre o que parecia um jardim de rosas secas após passar direto por ele, duvido que ainda enchergasse algo àquela altura dos acontecimentos.*

”Então era este seu plano? Envenenar-me com seu sangue?!” *Pensei desconfiado analisando minuciosamente seus atos e minhas possibilidades de defesa. Se aquele cavaleiro resolvesse untar seu sangue em alguma pedra para usá-la como arma contra mim, eu teria que estar preparado para desviar-me ou morreria caso seu poderoso veneno entrasse em contato com minha pele.*

“Pensando bem... considerando minha atual e precária situação, correr não seria assim uma opção tão ruim...”* Reconsiderei sustentando meu olhar clínico sobre seus orbes de um azul profundo e tão arredios.*

*Porém, vi que se levantava com um pedaço de pano na mão, parecia ser do mesmo tecido da veste fúnebre que usava, certamente a parte que rasgara. Estranhei ao constatar que não havia mais nada em sua posse a não ser aquele fitilho branco, nem mesmo uma pequena pedra.*

“Talvez sua intenção não seja enfrentar-me... talvez o corte em sua mão não tenha sido proposital e ele apenas esteja tão assustado e desconfiado quanto eu...” * Ponderei mantendo meu olhar analítico sobre ele.*

*Percebendo que, naquele momento, o pisciano não representava risco algum à minha integridade física a não ser o sangue que escorria em sua mão, o qual sabia eu ser mortal, resolvi que deveria tomar uma atitude antes que as coisas saíssem do controle. Danem-se suas intenções, minha sobrevivência era prioridade naquele momento e eu não ficaria calado enquanto aquele sangue contaminado escorria por sua alva pele formando uma gota escarlate que ameaçava a única fonte de água límpida que havíamos encontrado. Enfrentá-lo-ia como o juiz que sou!*

*Olhei sua mão e depois ergui meus olhos fixando-os diretamente naquelas belas safiras selvagens, mostrando-me altivo, abrindo meu típico sorriso torto, fechado e pretensioso, revelando todo o ar superior e arrogante que sempre me foi característico. Caminhei calmamente, quase felino, cuidando suas reações para não ser pego desprevenido e aproximando-me vagaroso, paro ao seu lado, ombro a ombro, voltado em direção oposta à sua, fitando o belo manancial de águas cristalinas, enquanto raciocino sobre tudo que me lembrei e nossa situação periclitante, pensando em que e como falar. Porém, não podia deixar escapar a chance de provocá-lo mais uma vez, ele pagaria o tempo que me fez perder, esperando-o sair daquele lago enquanto suportava todas as ardências e urticárias que me acometiam, e seria já!*

Cavaleiro... *digo finalmente, mantendo meu tom de voz baixo, tranquilo e agradável, não havia porque ser ríspido com ele, já que não estamos em um campo de batalha, mas nem por isso seria afável e obviamente conservaria a acidez de meu sarcasmo.*

- A menos que pretenda causar um desastre ambiental e dizimar toda biodiversidade deste lugar... aconselho que lamba este fel mortal que aflora de tua mão e estanque esta ferida! Pois estou certo que podes viver com veneno em teu corpo, mas com toda certeza não podes viver sem alimentar-se! Se contaminares esta fonte ou o solo ao seu redor... mesmo que ainda possa utilizar da água para matar tua sede, o que duvido muito, já que sangue azeda tal qual leite estragado... exterminará com toda a fauna pluvial e vegetação ao longo de suas margens reduzindo drasticamente nossa fonte de alimento. Isso sem contar os animais terrestres e aéreos que bebem desta água e se alimentam dos seres que nela vivem. Portanto, seria bom que se mantivesse ileso e evitasse que teu maldito sangue vá ao chão. Morrer de inanição seria a morte mais ridícula e estúpida para quaisquer de nós, como guerreiros que somos, principalmente você, que neste caso, seria a causa. Como se sentiria ao saber-se tão mortal e idiota quanto belo? Acho que não vai querer descobrir, não é mesmo? *perguntei repleto de sarcasmo*

*Meu sorriso se alarga um pouco pela sensação de vitória, mas apenas por segundos , pois logo voltei à seriedade e, sem me preocupar em voltar meu olhar para ele e ver sua reação, prossigo caminhando em direção às águas e me agacho com os olhos fixos nela, procurando algo vivo, como por exemplo algas ou peixes, para me certificar que aquele pisciano não as poluiu enquanto se banhava. Mas tudo parecia dentro de sua normalidade e logo tive certeza de que a água permanecia potável ao ver um cardume, com peixes tão minúsculos e coloridos como os de aquário, nadando despreocupado entre as pedras maiores às margens de onde o pisciano se banhava.*

*Então, sem nenhuma cerimônia, ignorando totalmente a presença do cavaleiro, levantei-me e comecei a me despir. Primeiro tirei a toga, que estava em farrapos e faltava-lhe um pedaço da manga direita, jogando-a ao chão. Depois foi a vez da camisa social branca, que também estava bastante ensanguentada e repleta de talhos nas mangas compridas. Em seguida, a camiseta branca de algodão fino, as sandálias de couro e, por fim, a calça negra de tecido maleável, juntamente com a cueca box também escura.*

*Coloquei meu pé na água e estremeci. Estava gélida! Com certeza além de ser fria por natureza, a febre que me abatia potencializou isso. Coloquei o outro pé e suspirei profundamente. Caminhei com cuidado entre as pedras e agachei-me para molhar os pulsos e nuca. Então finalmente mergulhei na profundidade do lago, permitindo-me emergir com força e tirando os cabelos do rosto enquanto soltava alguns gemidos altos típicos de quem sofre com a temperatura da água.*

Ah... Aah!!! Que frio! *impossível não falar isso em meio ao desespero da dor nos ossos causada pela água fria. Definitivamente, febre mais água gelada não combinam!*












Gente, estamos na reta final das repostagens e logo logo os novos players poderão começar a postar, então peço encarecidamente que não sumam. Por gentileza, não demorem a postar seus turnos, pois isso está levando mais tempo do que deveria, já que os turnos estão prontos e teoricamente não deveríamos ter trabalho algum para postá-los novamente, no máximo vcs precisam fazer alguns ajustes e isso não deveria demorar mais que uma ou duas horas de dedicação. Isto está prejudicando o RP e desanimando os membros novos que não poderão postar antes que os turnos antigos sejam todos postados.




Próximo turno: Aiacos


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21 Re: The Cursed Mysterious Island em Ter Out 02, 2012 5:08 pm

Aiacos de Garuda

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«E assim estava eu, sentindo o maior alívio que alguém poderia ter, na maldita posição que eu me encontrava. Não me lixava mais com o nariz dolorido ou o lábio formigante, apenas aquela agradável sensação de alívio... Mas havia um único problema! Minhas costas! Sabia que havia urticárias naquela parte do corpo, sentia as pequenas ardências e pinicamentos que me davam uma vontade LOUCA de meter as unhas e coçar. Mas, com aquela babosa, todos os meus problemas iriam se acabar... Mas, quem iria passar aquela milagrosa e abençoada baba em meu maravilhoso corpo? Soltei a célebre frase: Droga! Queria tanto que alguém passasse em minhas costas... Eu havia apenas dito para mim, para meus botões, olhando aqueles dois lá, possivelmente discutindo o sexo dos anjos ou algo similar! Abandonando-me a minha própria sorte!»

Cheguei mais perto do Aiacos para atender o pedido dele. Tomei a babosa da mão dele (que já estava nos finalmente) e comecei a passar nas costas dele. Vamos ver até onde ele aguenta.
«Ao estar praticamente desiludido e torrando ao sol quente e abafado, vi novamente aquela mão amorenada passando por entre meus olhos e aparecendo mais uma vez em minha visão. Aquilo irritou-me profundamente! Em principal, ao perceber que estava “furtando” meu néctar de alívios imediatos! EU ME ENFURECI! Virei a cabeça para direção deste e dei novamente um olhar fatal, como se fosse um cão respondendo àquele que retirou sua comida. Meu olhar falava por si, queria distância dele, mas, se ele fizesse alguma gracinha, eu iria me engalfinhar como gatos em batalha e desta vez, sem piedade e o corpo de Minos para me atrapalhar!»

«Porém vi que sua mão mudava de posição e esfregava as minhas costas... Aquele alívio praticado pela baba abençoada, retirando de mim aquela nojenta sensação de coceira, ardência, pinicamento... Sendo aliviado gradualmente e... PORRA... Ele passava a mão tão... Carinhosamente... Mas que merda era essa? Um macho, passando a mão nas costas de outro macho?! E de um jeito totalmente, sei lá... Isso tava muito estranho! Mas... Aaaaaaaah... Aquela sensação... Os dedos passando por minha pele... Eu tava entrando em êxtase, aquela porra que ele fazia, tava tão bão! Mas tão bão, que eu cheguei a babar! Mas que caralho essa porra de cavaleiro... Afinal das contas, o que ele queria de mim? Essas atitudes dele estavam me soando um tanto quanto suspeitas! Só não cheguei ao Nirvana, porque ouvi algo que me fez apavorar...»

- Assim está bom, Aia?
«Arregalei meus olhos, destruindo assim, todo meu momento: “estou tão bem! Agora só falta-me trazer os comes e bebes!” foi ao chão. Aquele... Aquilo... O APELIDO QUE EU SÓ RECEBO PELO MINOS?! Virei aos poucos minha cabeça tentando alcançar seu rosto, meus olhos, banhados pelo sol, formavam cristalinas ametistas na luz, coisas que o Alberich entenderia, miravam aquele homem, por pouco essas ametistas não se transformavam em rubis. Estreitei meus olhos, um fulminante olhar se dirigiu àquele ser. Levantei-me, encarava-o!»

- Jamais, NUNCA e em toda a sua vida, repita esse apelido!! Para começar, não tenho intimidade com você, para chamar-me assim! Outra, isso é uma questão extremamente pessoal! E espero que você demonstre educação e me respeite por isto! «Fui persistente em meu encarar e meti, meti mesmo o dedo em seu peito, no peito daquele cafajeste, pútrido, servente de Athena...» - E outra coisa... «Olhava-o firme mais uma vez, estava tentando por naquele instante, mostrar quem é que mandava nessa merda! Foda-se se ele é 1 ano mais velho que eu, mas tenho bem mais condições que ele! Sou um juiz do Submundo e ele é apenas pobre coitado, que um dia padecerá em minhas mãos! Seja de que forma for!» - Agora você vai me explicar direitinho que história é essa de ficar alisando minhas costas como se fosse um capô de carro, quando se encera e o PIOR!! Chamando-me por apelidinhos singelos, como se fossemos íntimos?!

«Fitava-o mais uma vez com meus púrpuros olhos nos seus azulados, estreitando os meus, sentindo todo o arder que um Garuda pode proporcionar, mesmo estando sem cosmo, mas cisma é foda mesmo! Melhor jeito de enfrentá-lo e dizer apenas com meu olhar: ”Qual é mermão, vai encarar? Sou um juiz do Inferno, sou Aiacos de Garuda! A Estrela Celeste do Heroísmo! Se não gostou, cai pra mão!” Estava quase chamando-o para a briga, quase me debatendo para demonstrar-me mais poderoso.»

«Fiquei alguns minutos daquele jeito, aquilo estava me cansando e em principal, dando-me náuseas! Aquele ser mais era o mais repugnante que eu poderia ver e sentir o cheiro! Nem a latrina era mais nojenta e fétida que aquele maldito cavaleiro de Athena. Minha expressão facial só havia uma... NOJO! Olhava-o com desgosto, de cima em baixo»

-Hunf... «Ditei desgostoso» - Saia de perto de mim, pútrido! Tenho coisas mais importantes, como tomar um banho e matar minha sede, do que olhar para sua cara ensebada! «Dei-lhe um empurrão, nem queria saber se ele caiu ou manteve-se de pé, apenas pensei no imenso e tranquilo lago que estava próximo a mim e que eu simplesmente ignorei e para piorar, dei trela para esse verme inútil, mais do que devia.»

«Virei meu corpo, direcionando-me para o caminho de pedras e lodo, para por fim, mergulhar na mais cristalinas das águas! Mas... Não sei que diabos houve, que do nada, fui trollado por um coco! Sim, no exato momento do início de minha caminhada, um bendito e infeliz coco na filhadaputice, acertou-me a cabeça, em cheio, na lata! Foi uma atitude tão bem planejada pelo vegetal que acabei nocauteado... EU!! JUSTO EU?? Ou melhor... POR QUE EU, CARALHO?? ISSO JÁ É PERSEGUIÇÃO!! E foi um baque tão forte, que meu corpo girou e caiu de fronte ao cavaleiro de câncer... Próxima erva da lista: arruda, porque na atual circunstância, não dá!! Só se benzendo e tomando um banho de descarrego!! E ainda por cima, acho pouco!!»



Só pra lembrar...
* Aiacos tomou uma porrada tão forte, que o corpo girou e caiu na frente de MDM. Ele está completamente apagado. Ou quase isso! xP
P.S.: Apesar de estar adaptado, a cena do coco, assim como o do sanduíche, viraram clássicas e não podiam deixar de estar no "remake" do RPG.

Próx.: Dite


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22 Re: The Cursed Mysterious Island em Qua Out 10, 2012 8:17 pm

Afrodite de Peixes

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Esse lugar é realmente um inferno. Estou caminhando pela mata já faz alguns minutos, mas não sei ao certo quanto tempo. Olho para meu pulso e percebo que estou usando um relógio - um legítimo Cartier! Mas sequer tenho tempo pra me vangloriar, pois, molhado, está completamente inutilizado. O que eu fiz pra merecer isso? Já não paguei o que devia na minha "temporada" no Mundo Inferior???

Minha cabeça está um pouco mais desperta, mas antes não estivesse. A mata é fechada, e se antes eu sofria com o calor, agora minha pele se arrepia, as roupas ainda molhadas. O ar é úmido, pesado, típico de uma mata tropical, e torna minha respiração um pouco mais penosa. Vira e mexe preciso me desvencilhar de alguns galhos rebeldes e arbustos selvagens. Os insetos não me deixam em paz!

Procuro ansiosamente por algum sinal de trilha no chão. Tento me convencer de que isto aqui é um resort exótico no Taiti, ou na pior das hipóteses alguma reserva ambiental. Preciso de água, preciso de uma casa, preciso de um BANHEIRO!

Ah... o jeito é aquela moita ali, mesmo...

Que imagem absurda! Afrodite de Peixes, o mais belo, temido e poderoso cavaleiro de Atena, urinando em uma moita qualquer!

Suspiro e continuo caminhando. Mesmo não tendo ocorrido nenhum... acidente, quero muito - MUITO - lavar as mãos (quem disse que homem não tem esse hábito? Só os mais porcos! ¬¬), mas o jeito é continuar caminhando até achar água.

Ouço, aos poucos, um ruído conhecido e muitíssimo bem-vindo. Se meus ouvidos não me enganam, isso é som de água corrente! Um rio, uma cachoeira, talvez. Meus passos ganham novo ânimo, seguindo em direção à água doce como um peixe fora do próprio hábitat.

Estaco ao ver um arbusto carregado de frutas que conheço vagamente. Camu-camu, riquíssima em vitamina C - pena que o xampu não deu tão certo com o meu cabelo. Coleto algumas, colocando-as no bolso da camisa. Preciso lavar essas frutinhas, realmente não gostaria de tocar em comida com as mãos nuas depois de ter... bem... mas foi necessário.

Mas o mais importante é que, até onde eu me lembro, camu-camu era mais encontrado na Amazônia. Até ali tudo bem, o clima parece bem tropical, mesmo. Mas, pelo que me lembre, esse tipo de arbusto é normalmente encontrado às margens de rios, lagos e tudo o mais. Ou seja, havia uma fonte de água ali perto. E de fato, eu ouço sons de água muito próximos. MUITO próximos...

Ansioso, emitindo quase um gemido de satisfação, afasto uma cortina de arbustos, saindo da mata aliviado. Dou alguns passos e... prendo a respiração de susto!

Estaco, vendo três coisas bastante curiosas:

a) Um PÉ DE ALOE VERA!!! Os deuses me ouviram! Mas antes que eu me anime de ir pegar um pouco, vejo...

b) Um homem que não me é muito estranho, mas não consigo ver seu rosto direito porque diante dele, discutindo com ele, está....

c) Máscara da Morte de Câncer.

Meu primeiro impulso é ir até Máscara e perguntar onde diabos estamos, mas aí eu caio na real: eu NÃO POSSO ser visto dessa forma tão lamentável! Ainda mais pelo Máscara! NINGUÉM conhecido pode ver Afrodite de Peixes tão... acabado!

Os dois continuam ali discutindo e eu ali, parado feito uma belíssima estátua grega (embora um tanto avariada). Decido continuar incógnito e esperar eles irem embora dali; assim, eu poderei pegar a babosa, tomar um BELO banho no lago ali perto que acabo de vislumbrar e, mais apresentável, poderei procurá-los novamente, já com uma melhor cara de "Afrodite de Peixes".

Quando penso em retornar aos arbustos para me esconder e esperar a barra ficar limpa, acontece algo um tanto... bizarro.

«Virei meu corpo, direcionando-me para o caminho de pedras e lodo, para por fim, mergulhar na mais cristalinas das águas! Mas... Não sei que diabos houve, que do nada, fui trollado por um coco! Sim, no exato momento do início de minha caminhada, um bendito e infeliz coco na filhadaputice, acertou-me a cabeça, em cheio, na lata! Foi uma atitude tão bem planejada pelo vegetal que acabei nocauteado... EU!! JUSTO EU?? Ou melhor... POR QUE EU, CARALHO?? ISSO JÁ É PERSEGUIÇÃO!! E foi um baque tão forte, que meu corpo girou e caiu de fronte ao cavaleiro de câncer...


Fico surpreso ao ver o infeliz despencar diante de Máscara da Morte. Apesar da quase incontrolável vontade de rir, aquela ruptura de tensão me deixa alerta e decido aproveitar a distração para correr de volta à mata. Todavia, no meu afã de me embrenhar entre os arbustos, tropeço em... uma... MALDITA... raiz saliente e...

- Oh, NÃÃÃÃÃÃÃOOOOOOOOO!!!!!!

23 Re: The Cursed Mysterious Island em Sab Out 13, 2012 9:12 pm

Máscara da Morte_TCMI

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Principiante
Principiante
Vi um Aiacos ficar muito fulo da vida no exato instante que tirei a babosa de sua mão! Porém ele mudou de água pro vinho, ao entrar em êxtase quando comecei a passá-la naquelas costas. Que comédia! Não consigo não rir dele! Resolvi provocar e passar a mão muito carinhosamente . Acho que só falta ele gemer, nunca pensei que um juiz fosse tão engraçado!

- Assim está bom, Aia?

Como esperava, ele ficou ainda mais nervoso comigo, só de ouvir o apelido carinhoso; Provocar o Aiacos está se mostrando extremamente fácil (além de mais divertido).

- Jamais, NUNCA e em toda a sua vida, repita esse apelido!! Para começar, não tenho intimidade com você, para chamar-me assim! Outra, isso é uma questão extremamente pessoal! E espero que você demonstre educação e me respeite por isto! (...) - E outra coisa... (...) - Agora você vai me explicar direitinho que história é essa de ficar alisando minhas costas como se fosse um capô de carro, quando se encera e o PIOR!! Chamando-me por apelidinhos singelos, como se fossemos íntimos!

Vi que ele estava se preparando para partir para a briga, quase chegando ao ponto de abrir as asas e se debater como um galo. Agora entendo aquela surplice que ele usa! Faz bem o gênero dele! Um pequeno bambino que apenas canta de galo! Ele parecia um tanto estranho olhando para mim, o que ele tinha na cabeça afinal? O que ele tanto me olhava? Então ele me provocou...

– Hunf (...) - Saia de perto de mim, pútrido! Tenho coisas mais importantes, como tomar um banho e matar minha sede, do que olhar para sua cara ensebada!

Ele realmente queria partir para uma briga! Ele deve ter algum parafuso a menos ou realmente esses juízes tem sérios problemas! Ele não percebe que não tem nenhuma condição de luta? Não deixei barato com aquele strozzo, ele pode até ser juiz da quinta divisão de várzea italiana, mas ali, ele não passava de nulo!

- Vem cá, Aia. Até onde eu percebi, você também está sem seu cosmo. E ainda por cima com um nariz estropiado e cheio de urticária, enquanto eu estou em minha perfeita forma. Quem você acha que ganha esta briga? Além do que... - Chego mais perto e olho bem para a cara dele, apontando o dedo, como ele fez comigo. – Você não manda em mim, Aiazinho.

Cruzei os braços e esperei que aquele pollo piccolo¹ partisse para cima de mim, como era de se esperar! Só que, de repente, um coco caiu de algum coqueiro que estava bem em cima de Aiacos e acertou-lhe em cheio, fazendo uma deliciosa cena de comédia pastelão. Antes que eu pudesse rir, o giudice caiu em cima de mim. Eu não pude fazer nada, que não fosse segurá-lo, mas acabei caindo, pela terceira vez só nesta manhã.

- Oh, NÃÃÃÃÃÃÃOOOOOOOOO!!!!!!

Eu ainda estava com o Aiacos nos braços quando ouvi o que parecia ser a voz do Afrodite. Larguei aquele peso de cima de mim, deixando-o num bando de folhas e fui em direção à voz para ver o que era.

Realmente era o Afrodite. Em cima de uma poça de lama, com o cabelo todo cheio de galhos e folhas, a roupa toda molhada e até rasgada em uns pontos, olheiras e sem maquiagem nenhuma, mas ainda era o Afrodite. Não aguentei ver aquilo e gargalhei! O mais alto que pude! Apesar dos problemas, aquela ilha era muito divertida!

- Afrodite, você por aqui?

Eu bem que queria continuar provocando o mesmo, mas não tinha fôlego para falar de tanto rir! Ademais, eu realmente estava feliz por ver um rosto amigo por aqui, mesmo sendo o afrescalhado do Afrodite. Segurei o riso um pouco e estendi a mão para que ele levantasse.


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¹franguinho ou frango pequeno

24 Re: The Cursed Mysterious Island em Sex Out 19, 2012 2:53 pm

Saga de Gêmeos

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Principiante
Principiante
*Falta de ar... Sinto minhas vias aéreas e meus pulmões arderem enquanto uma quantidade absurda de água deixa minhas narinas e minha boca. Algo pressiona meu tórax e abdômen e posso sentir o fluxo do líquido em minha garganta... Sufocante!*

escreveu:Saga, acorde!

*escuto a voz do meu irmão ecoar ao longe*

escreveu:Abra os olhos!

*O jeito desesperado como meu irmão me chama faz-me pensar o que poderia ter acontecido para deixá-lo nesse estado *

escreveu:Pelos deuses, reaja!

*Posso sentir lábios sobre os meus e seu hálito quente adentrar minha boca inflando meus pulmões.*

“O que está acontecendo afinal? Que sensação horrível é esta?!” *Estou enjoado e sinto um gosto salgado em minha boca. A vontade de vomitar junto à sufocante e desesperadora sensação de queimação em minha garganta são tão fortes, que me fazem empurrar com violência o que quer que seja que pesa sobre meu peito e virar-me de bruços para apoiar as mãos no chão, finalmente expelindo o que quer que fosse aquele líquido que impregnava meu corpo impedindo-me de respirar.*

“Isso arde!” *pensei enquanto vomitava e tossia engasgado.*







Eu sei que o próximo turno é do Albafica, mas como Kanon e Saga não estão no mesmo local, portanto essa postagem não influenciará em nada nos acontecimentos dos personagens que estão na cachoreira, e Albafica desapareceu há dias, resolvi adiantar e postar. Vamos esperar que a Fran não demore muito mais a aparecer. ^^

25 Re: The Cursed Mysterious Island em Ter Nov 27, 2012 8:58 pm

Albafica de Peixes

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Membros Ativos
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- A menos que pretenda causar um desastre ambiental e dizimar toda biodiversidade deste lugar... aconselho que lamba este fel mortal que aflora de tua mão e estanque esta ferida! Pois estou certo que podes viver com veneno em teu corpo, mas com toda certeza não podes viver sem alimentar-se! Se contaminares esta fonte ou o solo ao seu redor... mesmo que ainda possa utilizar da água para matar tua sede, o que duvido muito, já que sangue azeda tal qual leite estragado... exterminará com toda a fauna pluvial e vegetação ao longo de suas margens reduzindo drasticamente nossa fonte de alimento. Isso sem contar os animais terrestres e aéreos que bebem desta água e se alimentam dos seres que nela vivem. Portanto, seria bom que se mantivesse ileso e evitasse que teu maldito sangue vá ao chão. Morrer de inanição seria a morte mais ridícula e estúpida para quaisquer de nós, como guerreiros que somos, principalmente você, que neste caso, seria a causa. Como se sentiria ao saber-se tão mortal e idiota quanto belo? Acho que não vai querer descobrir, não é mesmo? *perguntei repleto de sarcasmo*

Lembrar-me-ia para sempre da altivez e daquele sorriso que me era mostrado agora. Isso irritou-me ainda mais, mas eu não estava preparado para a torrente de palavras, lógicas, porém repletas de sarcasmo, além dos olhos, Dourados. Não eram os orbes ametistas que tanto encararam-me naquela batalha. Isso me faz pensar que estou em um pesadelo, preso em minha psique sob domínio de Morpheus.
Idiota! Ele me chamou de idiota?! Mortal sim, mas idiota?! Trinco os dentes ao sentir meu orgulho ser ferido dramaticamente, mas não quero dirigir mais nenhuma palavra a este maldito Kyoto.

“Ele só sabe enganar, torturar, matar de forma cruel. E não deixarei isso de lado.”

Será como um adiamento de acerto de contas. Dirigi-me até a pilha de roupas que deixei na rocha, peguei uma das faixas e enfaixei minha mão ferida, mudo, mas com raiva. Apertei forte o nó da atadura que fiz com uma das tiras que rasguei para os pés. Mas ainda penso naquelas malditas palavras daquele maldito Juiz. Ele feriu meu orgulho ao me chamar de idiota.

“Hunf! Se eu sou um idiota ele é um completo imbecil desgraçado!” – Pensei com raiva.

Começo a me vestir, colocando a túnica branca novamente e amarrando uma das tiras na cintura, bem forte, mas quase não senti a dor. A dor causada pelo discurso daquele Kyoto maldito, me taxando como um completo idiota, era maior. Mas, de repente, ouço um farfalhar de tecido.



*Então, sem nenhuma cerimônia, ignorando totalmente a presença do cavaleiro, levantei-me e comecei a me despir. Primeiro tirei a toga, que estava em farrapos e faltava-lhe um pedaço da manga direita, jogando-a ao chão. Depois foi a vez da camisa social branca, que também estava bastante ensanguentada e repleta de talhos nas mangas compridas. Em seguida, a camiseta branca de algodão fino, as sandálias de couro e, por fim, a calça negra de tecido maleável, juntamente com a cueca box também escura.*

*Coloquei meu pé na água e estremeci. Estava gélida! Com certeza além de ser fria por natureza, a febre que me abatia potencializou isso. Coloquei o outro pé e suspirei profundamente. Caminhei com cuidado entre as pedras e agachei-me para molhar os pulsos e nuca. Então finalmente mergulhei na profundidade do lago, permitindo-me emergir com força e tirando os cabelos do rosto enquanto soltava alguns gemidos altos típicos de quem sofre com a temperatura da água.*


Ah... Aah!!! Que frio! *impossível não falar isso em meio ao desespero da dor nos ossos causada pela água fria. Definitivamente, febre mais água gelada não combinam!*

Viro-me automaticamente e vejo Minos despir-se logo atrás de mim. Tive que bolar qualquer coisa para não ver o corpo do Kyoto que me era revelado. Minha face ficou novamente avermelhada. Senti meu rosto aquecer, virando-me de costas para o espectro, completamente desconcertado. No mesmo instante vi alguém que esta atrás de Minos junto com... Manigold?! Pelo menos se parece muito com ele, é idêntico praticamente. Arregalei levemente os olhos quando o homem desconhecido correu para um pezinho de aloe vera, todo cheio de feridas. Ele se despiu quase totalmente e pegou uma folha, cortando-a e espalhou o conteúdo, uma gosma transparente, por todo o corpo. Fiquei quase em estado de choque por ver Manigold passar aquela gosma nas costas do outro.

Observei a cena enquanto torcia meus longos cabelos azulados. Já havia me vestido, mas a túnica cola em meu corpo por ele estar molhado. Oras, não há toalhas! Foi então que vi uma cena um tanto... Curiosa.



«Virei meu corpo, direcionando-me para o caminho de pedras e lodo, para por fim, mergulhar na mais cristalinas das águas! Mas... Não sei que diabos houve, que do nada, fui trollado por um coco! Sim, no exato momento do início de minha caminhada, um bendito e infeliz coco na filhadaputice, acertou-me a cabeça, em cheio, na lata!

Não consegui escutar nada da conversa do ser que parece Manigold com o outro ser desconhecido, porque estava perto da queda d’água, mas vi o coco bater na cabeça do outro, fazendo-o cair desacordado nos braços do provável Manigold. Bom, se Manigold o está ajudando, quer dizer que aquele homem desconhecido não é um inimigo, afinal, Manigold não é de ajudar inimigos, aliás, ele não é de ajudar ninguém... Que estranho! Caminho até eles como que para oferecer ajuda e entrar em contato com alguém que conheço, fora Minos. Chamo-o, ajoelhando-me próximo aos dois.

- Manigold, é você?

Então, ouço um barulho na folhagem e logo vejo aparecer alguém. Arregalo os olhos ao ver o quanto aquela pessoa é igual a mim. Até o sinal que tenho em baixo do olho esquerdo é igual! Há apenas uma diferença entre nós: o cabelo. O dele possui uma ondulação. O suposto Manigold o chamou por um nome após colocar o desconhecido inconsciente no chão. Deparei-me com um dilema: ajudar quem está no chão ou tentar resolver este estranho quebra-cabeça. Resolvi acudir o outro homem. Peguei o tecido branco que cinge a minha cintura e molhei-o na água, tomando o máximo de cuidado para não olhar Minos. Trouxe-o para perto do homem, amassando-o vagarosamente, com a mão que não estava ferida, para que a água caísse no rosto dele.

“Talvez isso o faça acordar.” – Pensei. Mantive-me calado apenas a molhar o rosto daquele homem.

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